O Flamengo decidiu que não vai negociar o goleiro Rossi neste momento, apesar do interesse firme do River Plate e do acompanhamento do Besiktas. A diretoria entende que uma saída agora não seria uma boa decisão, em meio às críticas que o goleiro tem recebido nas redes sociais. A manutenção no elenco também se sustenta na confiança do técnico Leonardo Jardim e no desempenho alternado do atleta na temporada.
O caso ganhou repercussão quando o jornalista Bruno Andrade revelou o interesse do River Plate em Rossi como opção para substituir Santiago Beltrán. A apuração interna sobre o tema foi feita acompanhando a situação até o clube chegar ao entendimento de manter o jogador no elenco, sem encaminhar negociações.
River Plate demonstrou interesse direto em Rossi. O Besiktas, por sua vez, aparece no cenário como clube que está observando o goleiro, mas sem ter feito proposta formal. Com esses movimentos externos, o Mengão manteve a postura de não tratar uma negociação agora, priorizando a permanência do atleta até o final da temporada.
A confiança de Jardim e o contrato até 2027
Rossi é titular do Flamengo sob o comando de Leonardo Jardim, e a confiança do técnico no goleiro foi um dos pontos centrais considerados na decisão do clube. A manutenção do atleta também se conecta ao desempenho que ele vem alternando na temporada, com momentos de destaque intercalados com atuações questionadas pela torcida e pela crítica especializada.
O goleiro tem contrato com o Mais Querido até dezembro de 2027, o que oferece estabilidade contratual para o clube recusar propostas neste momento. Durante o debate em torno de seu trabalho, Rossi comentou as diferenças entre os períodos sob Leonardo Jardim e Filipe Luís. Ele destacou a intensidade do time sob o atual treinador e apontou mudança na mentalidade tática.
“A maior diferença de um para o outro talvez seja a mentalidade: a intenção de machucar o adversário o mais rápido possível no momento em que recuperamos a bola”, afirmou o goleiro.
Essa declaração representa a avaliação do atleta sobre o projeto de Jardim e reforça por que a diretoria vê valor em mantê-lo. O técnico tem investido na intensidade defensiva, e Rossi, como primeiro-possuidor, é peça importante nessa construção.
Pressão nas redes e estratégia da diretoria
As críticas recebidas por Rossi nas redes sociais são intensas e fazem parte do contexto que o Flamengo está levando em conta ao definir a estratégia para o momento. A diretoria, porém, sustenta que negociar agora, em meio à pressão, não seria a melhor escolha. A saída forçada teria custos reputacionais tanto para o jogador quanto para o clube.
Andrew ganhou espaço como alternativa na temporada, aumentando a pressão sobre Rossi na titularidade. Ainda assim, o técnico mantém a confiança no goleiro experiente. A direção entende que oferecer continuidade é o melhor caminho para que o atleta recupere segurança e confiança ao longo da temporada.
A pressão por desempenho é real, mas o clube acredita que trocar de goleiro no meio de uma crise de confiança — tanto do atleta quanto da torcida — poderia prejudicar o projeto coletivo. Manter Rossi é, portanto, um ato de paciência estratégica, não de negligência.
Enquanto mantém Rossi no elenco, o Flamengo segue ativo no mercado em busca de reforços, especialmente para a lateral-esquerda. Abner Vinicius e Bernabei são citados como nomes especulados nessa procura. O clube também segue negociações com Ayrton Lucas, que tem conversas avançadas com o Santos.
A janela de transferências abre em 20 de julho e segue até 11 de setembro, permitindo que o Mengão reforce o elenco conforme as necessidades táticas se definirem durante a temporada. A decisão de manter Rossi, portanto, não representa um fechamento do mercado, mas sim uma priorização clara de em qual setor investir recursos e atenção.

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