Rossi sofre pressão no Flamengo e desperta interesse de River e Besiktas

Agustín Rossi vive dias turbulentos no Flamengo. O goleiro, que chegou em 2023 como uma das prioridades do clube, agora sofre pressão intensa por causa do desempenho e ganhou companhia desconfortável: ofertas externas. River Plate e Besiktas demonstraram interesse em contratá-lo, recolocando a possibilidade de negociação no horizonte do Mengão.

A situação de Rossi no Mais Querido virou pauta interna sensível. Críticas da torcida e até substituições pontuais por Andrew — seu concorrente direto — reforçaram a instabilidade do arqueiro no posto. O clube, porém, ainda o trata como titular absoluto no elenco atual, mesmo diante da pressão crescente.

A movimentação de clubes interessados não é coincidência. O River Plate busca um substituto para Santiago Beltrán e enxergou em Rossi uma alternativa viável. O Besiktas, por sua vez, retoma o interesse que já havia manifestado no início de 2026, quando fez uma oferta que o Flamengo recusou categoricamente. Dessa vez, porém, o cenário pode ser diferente.

Pressão interna e a concorrência com Andrew

O desempenho abaixo do esperado transformou Rossi em alvo frequente de cobranças. A torcida rubro-negra, acostumada com excelência no setor, passou a questionar sua segurança defensiva e capacidade de leitura de jogo. Esse desgaste se refletiu diretamente na forma como vem sendo utilizado pela comissão técnica.

Andrew ganhou espaço em algumas partidas como alternativa, um movimento que aumentou a pressão sobre o goleiro argentino. Embora Rossi mantenha status de titular, a ameaça de substituição virou realidade concreta. Não é mais especulação — é fato consumado em campo.

Esse cenário abre uma porta que a diretoria não pode ignorar. Quando um jogador começa a receber ofertas externas enquanto enfrenta críticas internas, a equipe de mercado precisa estar atenta aos movimentos. O Flamengo segue em processo de avaliação do elenco e considera reformulações para a próxima temporada, e Rossi entrou nessa lista de possíveis mudanças.

O contrato que ainda pesa: até dezembro de 2027

Rossi chegou ao Flamengo em 2023 vindo do Boca Juniors com contrato de longa duração. O vínculo até dezembro de 2027 mantém o clube em posição estratégica: há tempo suficiente para negociar se uma oferta interessante chegar. Não é uma situação de urgência, mas tampouco de desespero.

A diretoria rubro-negra trabalha com princípios claros. A orientação geral é não abrir mão de titulares, mas propostas que surjam podem influenciar decisões específicas. Rossi, apesar da titularidade, pode se encaixar em uma eventual negociação se o projeto oferecer compensação adequada.

O River Plate representa uma opção atrativa tanto para o jogador quanto para o clube. É um time sul-americano de tradição, o que facilita adaptação. Já o Besiktas, gigante turco, oferece desafio europeu e visibilidade maior no mercado internacional. Ambas as possibilidades têm peso para convencer Rossi a sair.

Flamengo avalia o mercado sem pressa, mas com atenção

A diretoria do Mengão não está em pânico, mas está atenta. A pressão sobre Rossi pode evaporar com algumas boas atuações, ou pode se aprofundar se o desempenho não melhorar nos próximos compromissos. Nesse intervalo, ofertas firmes podem chegar — e é para isso que a cúpula se prepara.

A movimentação em torno de Rossi também reflete algo maior: o Flamengo está em um período de avaliação profunda de seu elenco. Alguns jogadores podem sair, outros devem chegar. O goleiro agora está nessa encruzilhada, e tanto River Plate quanto Besiktas sabem disso.

A Nação rubro-negra, enquanto isso, segue questionando. Um goleiro que era considerado solução pode virar problema em questão de meses. É o futebol: pressão, desempenho e, quando ofertas externas batem à porta, recalcular. Rossi ainda não saiu do Flamengo, mas a situação deixou de ser estável.