Uri Geller diz que empréstimo ao Remo em 1977 foi decisivo para voltar ao Flamengo

Júlio César, conhecido como Uri Geller, afirmou que o empréstimo ao Remo em 1977 foi decisivo para seu retorno ao Flamengo e para sua carreira no clube. Em entrevista, o ex-atacante lembrou que o desempenho no confronto contra o Rubro-Negro em 1978 e a confiança recebida no Pará abriram caminho de volta à Gávea.

A lembrança ganha relevo às vésperas do reencontro entre Flamengo e Remo, marcado para esta quinta-feira (19) no Maracanã: a história pessoal de Uri Geller é um elo que une as duas torcidas e ajuda a explicar por que a passagem pelo Leão Azul é tratada por ele como um passo fundamental na trajetória que culminou na geração de 1980.

Como o empréstimo abriu caminho de volta à Gávea

Cria da base do Flamengo, Júlio César teve espaço limitado no profissional aos 18 anos e foi emprestado ao Remo. No Pará, destacou-se — foi campeão estadual e eleito melhor jogador da temporada — e usou o confronto direto com o Flamengo para provar seu valor. Além da atuação, um fator decisivo foi a mudança de comando técnico: Joubert Meira, que o treinou no Remo, assumiu o Flamengo e levou Júlio César de volta ao clube.

Sobre a preparação para o duelo que considera determinante, Uri Geller recordou com detalhes a concentração e a vontade de voltar à Gávea:

“Eu me concentrei duas semanas para esse jogo [em 1978], porque era minha chance de voltar. Fui o melhor em campo. Peguei meu grande amigo Rondinelli, eu estava daquele jeito (risos). O Remo foi o clube que me deu a mão para que eu pulasse o muro de volta.”

Parceria com Adílio e legado no FlaMaster

Mais do que o episódio isolado, Uri Geller destaca a ligação afetiva que o liga ao Flamengo e aos companheiros. Amigo de infância de Adílio — com quem iniciou a trajetória no futsal e depois conquistou títulos importantes pelo clube —, o atacante ressalta a cumplicidade que ajudou a formar a equipe campeã do Brasileiro de 1980, da Libertadores e do Mundial.

Hoje morando em Sergipe, Júlio César segue ativo no projeto FlaMaster, ao lado de Andrade, e afirmou que guarda gratidão ao Remo por ter sido o “primeiro degrau” em sua carreira. Também recordou Adílio, que liderava o FlaMaster e faleceu em 2024, como peça central daquela história comum entre meninos da rua e ídolos do clube.

O reencontro com o Remo no Maracanã tem, para Uri Geller, tom de agradecimento: o ex-jogador celebra a passagem pelo Leão Azul como o momento que lhe permitiu reconquistar a vaga no Flamengo e, desde então, construir um legado que ele segue levando aos torcedores por meio do FlaMaster.