O Zenit, da Rússia, colocou Léo Ortiz como prioridade para reforçar o sistema defensivo. A condição é simples: só avançará na contratação do zagueiro rubro-negro caso confirme a saída de Nino para o Fluminense. O Flamengo já foi informado sobre o interesse russo e acompanha o cenário de perto, mas até agora não recebeu proposta oficial pelo camisa 3.
De acordo com informações do jornalista Venê Casagrande, a diretoria do Mengão segue atenta aos movimentos do clube de São Petersburgo. O interesse existe, é real, mas permanece condicionado ao desfecho das negociações entre Nino e o Fluminense. Enquanto as Laranjeiras não confirmarem a repatriação do zagueiro campeão da Libertadores 2023, o Zenit não deve formalizar oferta alguma.
Léo Ortiz é tratado internamente como peça inegociável. Aos 30 anos, é um dos principais defensores em atividade no futebol brasileiro. Desde que chegou ao Mais Querido, conquistou espaço e se tornou titular absoluto, chamando atenção não apenas pela segurança defensiva, mas também pela qualidade técnica na saída de bola. Faz parte dos planos de Leonardo Jardim e integra o núcleo duro do elenco.
O problema da idade e a última chance europeia
A investida do Zenit ganha peso justamente porque representa o que pode ser a última oportunidade de Léo Ortiz atuar em uma liga europeia de visibilidade. Aos 30 anos, o defensor já está em uma idade considerada avançada para clubes das principais potências continentais. Se a proposta russa não avançar agora, dificilmente outras surgirão com a mesma seriedade.
Para o Flamengo, porém, a posição é firme: não há intenção de facilitar a saída. Léo Ortiz tem contrato até dezembro de 2028 e é considerado insubstituível no contexto atual. Além disso, buscar uma peça de reposição a essa altura da temporada — e em uma janela que abre apenas em 20 de julho — não está nos planos da diretoria. O foco continua em meias e atacantes.
A própria estrutura do mercado rubro-negro reforça essa posição. Enquanto o clube trabalha múltiplas frentes para reforçar o meio-campo — onde Leonardo Jardim solicitou reforços devido ao desgaste físico de Arrascaeta — uma saída de Léo Ortiz criaria um vazio na defesa no momento errado. A zaga é uma das estruturas mais sólidas do Mengão neste momento.
Nino é a peça-chave do tabuleiro
O Fluminense segue interessado em repatriar Nino. O negócio, porém, esfriou nos últimos dias após o clube das Laranjeiras anunciar o retorno de Thiago Silva. Ainda assim, há um projeto em andamento para trazer de volta o campeão da Libertadores 2023. O problema é financeiro: o Fluminense busca dinheiro em caixa para viabilizar a operação.
Recentemente, o rival recebeu uma oferta de R$ 50 milhões do Real Betis, da Espanha, por Bernal. Além disso, aguarda propostas por Canobbio, um dos destaques do Uruguai na Copa do Mundo. Somente com essas receitas o clube poderá avançar efetivamente por Nino. Enquanto isso não ocorre, o Zenit espera. E o Flamengo também.
A situação ilustra como o mercado atual funciona em cascata: operações dependem de outras operações. O Zenit não está sozinho nessa estratégia. O próprio Flamengo trabalha em alternativas para seu meio-campo. A diretoria consultou Thiago Almada como opção para reforçar a região, embora o jogador do Atlético de Madrid priorize permanecer na Europa e pretenda adiar decisões até o fim da Copa do Mundo. Há também ofertas internacionais em jogo — o Al-Ahli apresentou proposta de US$ 30 milhões ao clube madridista pelos direitos de Almada, criando mais um cenário em aberto.
A janela de transferências do Flamengo segue aberta até 11 de setembro, oferecendo tempo para que cenários como o de Léo Ortiz se desenvolvam ou se dissipem. Por enquanto, o zagueiro continua intacto no elenco rubro-negro, com vínculo garantido até final de 2028 e nenhuma pressão externa para sair — apenas uma possibilidade no horizonte, que depende integralmente de decisões alheias ao clube.

Edmilson Lani é o responsável editorial do Flamengo RJ. Atua na curadoria, revisão e publicação de conteúdos do site, acompanhando de perto o noticiário do clube, os bastidores, o mercado da bola, os jogos e as análises do dia a dia. O site também utiliza fluxos de automação e ferramentas de apoio editorial no processo de produção, sempre sob supervisão humana sobre o conteúdo publicado.