Jardim explica atraso de Valencia: substituição cancelada e conjuntivite

Anthony Valencia ainda não decolou no Flamengo porque foi contratado para substituir Plata — e o atacante voltou. Além disso, uma conjuntivite tirou dez dias de trabalho do equatoriano. Leonardo Jardim explicou os motivos na última coletiva e abriu a porta para mais tempo de jogo.

O técnico revelou que a negociação de Plata com o Dinamo de Moscou caiu por água abaixo. Com o retorno do atacante, a oportunidade que Valencia aguardava desapareceu. A situação deixou o equatoriano sem espaço natural no elenco — Jardim já tinha os titulares e suplentes encaminhados quando a transferência foi cancelada.

Antes de tudo isso, Valencia precisou lidar com a conjuntivite. Cerca de dez dias afastado dos treinos é tempo de treino perdido em uma equipe que trabalha sob pressão máxima. Quando retornou, o ritmo já estava outro e ele começou de trás. O técnico não viu motivo para colocá-lo em campo naquele momento.

Participação breve contra o Remo marca estreia

Sua única atuação com a camisa rubro-negra foi fugaz. Valencia entrou por alguns minutos na vitória do Mengão sobre o Remo, no Estádio Mangueirão, fora de casa. O tempo em campo não foi suficiente para criar vínculos com o elenco ou mostrar continuidade — apenas uma oportunidade para conhecer o ritmo.

Desde então, seguiu como opção ofensiva nas relacionadas, mas Jardim preferiu outros nomes. A falta de competição, combinada com o afastamento por conjuntivite, criou um ciclo em que Valencia ficou cada vez mais longe da escalação. O equatoriano precisava de continuidade; recebeu interrupções.

Há também a questão da seleção do Equador. Valencia foi convocado para a última Data FIFA, o que significa que a comissão técnica da La Tri reconhece seu potencial. O clube sabe que ele precisa jogar para manter o espaço na seleção — tanto para o Equador quanto para suas aspirações pessoais.

Expectativa por nova janela de oportunidades

O Mais Querido enfrenta o Athletico-PR em 18 de novembro, no Maracanã, com o foco total naquela partida. Jardim prioriza a vitória e não vai poupar jogadores pendurados para evitar desfalques posteriores. Oito atletas estão à beira do terceiro cartão amarelo: Léo Pereira, Alex Sandro, Pulgar, Arrascaeta, Pedro, Bruno Henrique, Luiz Araújo e Vitão.

A postura do técnico é clara: vencer agora importa mais que preservar para o clássico contra o Palmeiras, marcado para 21 de novembro. O Flamengo tem 76 pontos, seis acima do rival paulista. Manter essa vantagem é estratégico, e isso passa por vencer o Athletico-PR sem hesitações.

Nesse cenário de rodízio tático e foco total na próxima partida, Valencia ainda pode ganhar espaço. Jardim conhece a situação e explicou os motivos do atraso com transparência — não há mistério, apenas circunstâncias que conspiraram contra o equatoriano. Se novas oportunidades surgirem, ele estará pronto.

Jorge Carrascal, por outro lado, permanecerá à disposição. O colombiano não foi convocado para os amistosos da Data FIFA e ficará no Rio. É a segunda convocação seguida em que a seleção da Colômbia o deixa de fora. Carrascal saiu do duelo contra o Grêmio no intervalo por sobrecarga no adutor — substituição que Jardim classificou como preventiva dentro da gestão de carga.

Arrascaeta, De La Cruz e Varela viajaram para defender o Uruguai, mas há acordo entre Flamengo e comissão uruguaia para retorno antecipado. Tudo funciona como engrenagem bem azeitada no clube da Gávea, onde o técnico equilibra as prioridades entre Brasil e seleções com precisão.