Anthony Valencia supera Plata em resistência e já está à disposição

Anthony Valencia já está relacionado para o jogo contra o Mirassol, na quarta-feira. O atacante chegou ao Rio de Janeiro no domingo à noite e foi inscrito rapidamente para o duelo, que será disputado no Maracanã às 19h30 como jogo em atraso da quarta rodada do Brasileirão. Mas o que explica a contratação de um jogador por apenas €5 milhões para substituir Plata, vendido por €12 milhões? Um documento de scout físico obtido por repórteres.

Dados revelam que Valencia impressiona em métricas de resistência e intensidade. Por hora de jogo, o equatoriano percorre 9.976 metros, contra 8.773 metros de Plata. A diferença chega a quase 1 quilômetro a mais de corrida por partida — um detalhe que pode explicar muito sobre a filosofia da diretoria ao optar pela troca.

O ritmo médio do novo reforço também supera o do antecessor. Valencia mantém 166 metros por minuto em campo, enquanto Plata registrava 146 m/min. Essa diferença aparentemente pequena se amplifica ao longo dos noventa minutos de jogo, criando um padrão de maior sufocamento tático durante toda a partida.

Sprints revelam mudança de perfil ofensivo

A comparação mais impressionante surge nos picos de velocidade repetidos. Valencia soma 18,5 sprints por jogo — quase o dobro dos 12,7 de Plata. O equatoriano recém-contratado repete arrancadas em alta velocidade com muito mais frequência, mantendo um motor incansável que não diminui conforme o jogo avança.

Plata ainda leva vantagem em velocidade de pico isolada, alcançando 33,47 km/h. Contudo, a diretoria do Mengão priorizou a resistência e a repetição de explosões ao longo da partida em detrimento da velocidade máxima pontual. O objetivo é claro: manter intensidade alta durante os noventa minutos.

Essa escolha responde a um problema recorrente que o clube vinha enfrentando. Em partidas recentes contra Botafogo e Cruzeiro, o ataque rubro-negro apresentou queda de rendimento no segundo tempo. O cansaço coletivo afetava a disposição ofensiva, e Valencia surge como resposta direta a essa necessidade tática identificada pela comissão técnica.

O negócio na prática: €7 milhões de diferença

O Flamengo vendeu Gonzalo Plata ao Dínamo de Moscou por 12 milhões de euros, arrecadando cerca de R$ 72 milhões. Em contrapartida, Anthony Valencia custou apenas 5 milhões de euros — aproximadamente R$ 30 milhões. A diferença de €7 milhões integra o valor liberado pela venda de Plata e ainda permite ao clube investir em outras áreas da equipe.

O contrato de Valencia prevê pagamento de €5 milhões por 100% dos direitos. O Royal Antwerp, clube belga que o cedeu, ficará com 15% de mais-valia em futura venda, garantindo participação nos lucros caso o atacante seja negociado adiante.

Na Seleção Equatoriana, os dois jogadores já disputavam a mesma posição, com Valencia atuando como reserva imediato de Plata. A dinâmica de competição que existia no selecionado agora ocorre em ligas diferentes pelo mundo. Valencia chega com 23 anos e experiência europeia: marcou 13 gols e teve 7 assistências pelo Royal Antwerp na temporada anterior.

A chegada do equatoriano completa um movimento maior do Mais Querido na janela de transferências. A venda de Plata e a saída de Wallace Yan liberaram recursos para reforços, permitindo que a diretoria costurasse o negócio com Bruxelas em tempo recorde. O jovem atacante desembarcou no Rio e logo foi formalizado como reforço disponível.

Valencia ainda é um desconhecido para a torcida rubro-negra, mas os números do scout físico já o apresentam como alguém pensado especificamente para corrigir fragilidades identificadas. Se a estreia ocorrer contra o Mirassol, o ataque do Mengão terá a chance de funcionar com um novo padrão de intensidade sustentada ao longo dos noventa minutos.