JOSÉ BOTO: BESTIAL OU BESTA?

Queridos amigos flamenguistas, saudações!

Se você ganha, vira gênio (bestial). Se perde, vira incompetente (besta). Essa é uma expressão popular do nosso futebol nacional quando se trata de sucessos e fracassos. E, no cerne dessa questão, está incluso o nosso diretor remunerado de futebol, José Boto, sobre o qual, até agora, não vi nada de tão extraordinário que o faça superior ao seu antecessor, Marcos Braz.

As contratações do Boto foram de jogadores que o Braz poderia trazer, ainda mais com o caixa cheio, mesmo com aquelas novelas mexicanas intermináveis. O maior problema do Braz era não ser remunerado pelo clube e ter que se dividir com a política como vereador.

Logo, fica a pergunta: o que o Boto fez até agora de tão especial que nos faça esquecer o Braz?

Confesso que não sou o maior fã do futebol do Gonzalo Plata, muito menos do Wallace Yan, pois considero ambos fios desencapados, mas isso não tira a importância deles no Flamengo, especialmente a do primeiro.

Conseguimos 12 milhões de euros à vista pelo Plata, e o Gabriel Jesus, aos 29 anos, acaba de ir para o Barcelona por 10 milhões de euros. Daí pergunto a vocês: vocês aceitariam trocar o Plata pelo Gabriel Jesus e ainda receber mais 2 milhões de euros?

Eu aceitaria na hora, pois um jogador de 29 anos está no auge e consegue jogar pelo menos mais quatro anos em alto nível, desde que se cuide, claro. Ainda mais o Gabriel Jesus, que, pelo nível do futebol brasileiro, iria sobrar facilmente. Só não sabemos se ele toparia esse desafio de vir para o Mengão em vez de continuar na Europa, mas deveríamos, ao menos, tentar a sua contratação.

Assim sendo, nesta janela foram noticiados nomes como Almada, Luís Henrique, Danilo… Sonhamos alto e, agora, surge a notícia de que estamos contratando Anthony Valencia para substituir o Plata, assim como ocorre na seleção do Equador, país que, na minha opinião, não costuma formar bons atacantes, tanto para fazer gols quanto para dar assistências.

Para se ter uma ideia, o melhor atacante do Equador é o Enner Valencia. Plata é titular, e esse Anthony consegue ser reserva dele, além de ser um jogador com um histórico preocupante de lesões. Ele vai poder jogar em gramado sintético?

Tomara que ele cale a minha boca, mas confesso que esse jogador não me anima muito, ainda mais porque o Plata é praticamente um jogador titular e muito importante taticamente, mesmo que não trate a bola com tanto carinho.

Além do Valencia, parece que vem também Joaquín Freitas, promessa do River Plate, de 19 anos. Esse aqui eu já levo mais fé: canhoto, de escola argentina, que joga tanto de ponta quanto de centroavante, mas eu tentaria envolver o De La Cruz nesse negócio, e você?

Logo, se essas contratações derem certo, vou aplaudir tranquilamente. Mas, se não derem, pode ter certeza de que vou criticar ferozmente. Enfim, agora resta aguardar e torcer para dar certo. Esse é o nosso papel como torcedor.

O JOGO DE ONTEM

Vencemos mais uma vez nosso freguês, o Bairro.

Fizemos um bom primeiro tempo, amassamos eles, mas, como não traduzimos o domínio em gols, terminamos a primeira etapa com apenas 1 a 0. Como caímos fisicamente no segundo tempo, passamos alguns apertos e perdemos o meio-campo. Mesmo com a entrada do Paquetá, que estava meio perdidinho em campo, não conseguimos sustentar o domínio da partida.

Apenas no final do jogo foi que matamos a partida, fazendo 3 a 0, em uma bela trama de nosso ataque, com um Samuel Lino inspiradíssimo, craque do jogo, com dois gols e participação na jogada do terceiro.

Sendo assim, se esse 3 a 0 tivesse acontecido ainda no primeiro tempo, seria até normal pelo que foi o jogo. Poderíamos, inclusive, poupar alguns jogadores e até ver o Josmar jogar no profissional do nosso time. Mas não foi isso o que aconteceu. Flertamos mais uma vez com o azar.

No entanto, foram três pontos importantíssimos, que nos aproximam do líder, que tropeçou diante do nosso próximo adversário, o Mirassol. Vencendo esse jogo, podemos diminuir a diferença para apenas dois pontos, colocando ainda mais pressão no time do Tietê e acabando de vez com esse negócio de termos um jogo a menos.

Além disso, os outros adversários também tropeçaram, e aumentamos a distância para eles. Foi uma boa rodada para nós.

E você, leitor? Concorda ou pensa diferente? Comenta aqui embaixo. Valeu?

SRN!