Léo Ortiz não se contentou com o placar. Mesmo após a vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo, o zagueiro fez uma autocrítica dura sobre o segundo tempo e cobrou a equipe por oscilações que podem custar caro no Brasileirão. Em entrevista à GE TV, o defensor deixou claro que bons resultados não apagam atuações inconsistentes.
“Feliz com a vitória, mas não 100% com a atuação”, disse Léo Ortiz logo de início. A frase resumiu o tom crítico da declaração. O zagueiro não escondeu a insatisfação com o rendimento rubro-negro na etapa complementar. “A gente deixou a desejar muito no segundo tempo”, completou o defensor, reforçando que a qualidade ofensiva caiu após o intervalo.
A vitória colocou o Mengão em posição confortável na tabela. Com 48 pontos, o clube manteve a segunda posição no Campeonato Brasileiro. Ainda assim, Léo Ortiz seguiu focado em apontar os problemas que precisam ser corrigidos. O zagueiro reconheceu que o banco de reservas ajudou a resolver o jogo, mas ressaltou o desgaste excessivo que a equipe sofreu.
“Nos últimos 15 minutos, talvez pelo cansaço deles também, a gente conseguiu decidir a partida”, explicou Ortiz. Jorge Carrascal, que marcou o terceiro gol aos 43 minutos do segundo tempo, também reconheceu a necessidade de evolução. Contudo, Léo Ortiz fez questão de reforçar que o sofrimento foi desnecessário. “Mas acho que a gente sofreu demais”, admitiu o defensor, não querendo deixar dúvidas sobre sua avaliação.
Controle e consistência como prioridades
O zagueiro alertou para os riscos de repetir esse tipo de oscilação em um campeonato repleto de adversários qualificados. “A gente não pode se dar ao luxo dentro de um campeonato com muitos times com qualidade”, disse Léo Ortiz. Sua fala funcionava como um recado direto: em uma competição tão acirrada, as quedas de rendimento podem definir títulos e rebaixamentos.
Léo Ortiz ainda citou o peso extra de uma queda de performance num clássico carioca. “Num clássico, principalmente, fazer um primeiro tempo muito diferente do segundo” preocupa o defensor. O Botafogo, rival direto, demonstrou que mesmo sem conseguir reverter o resultado, colocou em xeque o desempenho do Mais Querido na segunda metade da partida.
Para o técnico Leonardo Jardim, o problema também não era puramente físico. O treinador afirmou que o melhor momento da equipe foi justamente entre os 80 e 90 minutos, quando o Mengão selou a vitória. A eficiência ofensiva, porém, ficou aquém do esperado por boa parte do jogo, algo que Jardim criticou publicamente.
Léo Ortiz pediu evolução coletiva na administração das partidas. “A gente tem que sentir isso e conseguir controlar melhor a partida”, finalizou o zagueiro. Sua fala não era apenas uma análise técnica, mas um chamado direto para os próximos compromissos. O calendário do Flamengo segue intenso, com o Mirassol marcado para 2 de setembro no Maracanã.
A cobrança de um titular respeitado costuma ressoar entre o elenco. Declarações como a de Léo Ortiz ajudam a manter o grupo focado mesmo após vitórias expressivas. A torcida da Nação rubro-negra espera que a advertência do zagueiro resulte em atuações mais completas, sem os altos e baixos que marcaram o clássico contra o Botafogo. A sequência da temporada, com decisões importantes pela frente, não permite espaço para inconsistências.

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