Arrascaeta trata Zico como um avó. A declaração saiu em entrevista ao Transfermarkt e revela a profundidade da admiração que o camisa 10 do Mengão cultiva pelo maior ídolo da história rubro-negra. Não é apenas reverência à carreira brilhante — é respeito que transborda para o caráter da pessoa.
“Eu trato o Zico como um avó. Ele é um cara que eu gosto muito. Não só pelo que ele foi dentro de campo, mas também pela pessoa que ele é conosco, com a família, com todos que convivem com ele. Ele é um cara muito respeitado a nível mundial, internacional”, revelou o uruguaio em sua fala mais recente.
A relação entre os dois nomes da história rubro-negra transcende o futebol. Arrascaeta não esconde que vê em Zico mais do que um jogador histórico. Vê uma referência de conduta, alguém que conquistou respeito muito além das quatro linhas. O meia deixou claro que a admiração se estende à forma como o ex-jogador se relaciona com as pessoas ao seu redor, com a família e com toda a comunidade que o rodeia.
O peso da camisa 10 e a ambição de continuidade
Ao assumir a camisa 10 — eternizada por Zico no Flamengo — Arrascaeta herdou não apenas um número, mas a responsabilidade de representar um dos maiores legados do futebol brasileiro. Antes dele, defendeu a camisa 14 e já havia consolidado seu status de ídolo entre a torcida rubro-negra. Mas foi com o número mais simbólico que reforçou a conexão histórica com o clube e com a Nação rubro-negra.
O meia não esconde a ambição de seguir os passos de Zico. “Eu tenho de continuar trabalhando, tenho de continuar ganhando. Tomara ser reconhecido como Zico. Tomara que a gente possa continuar nesse patamar, conquistando muitas coisas importantes”, afirmou. Arrascaeta tem consciência de que o reconhecimento duradouro vem através das conquistas. “Só quem ganha é lembrado de forma positiva”, completou, deixando claro que seus objetivos passam pela acumulação de títulos e performances decisivas.
O posicionamento do uruguaio é pragmático e maduro. Ele não busca apenas admiração pelas palavras bonitas ou pela reverência ao passado — quer ser lembrado como Zico foi, através de conquistas contínuas e atuações de impacto. É a mentalidade de quem já entende o peso da camisa que veste e a altura da montanha que precisa escalar.
Disponível para o duelo contra o Estudiantes
Nesta quarta-feira, 29 de abril, Arrascaeta estará em campo para mais um capítulo de sua história no Mais Querido. O Flamengo enfrenta o Estudiantes de La Plata pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. A partida acontece às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, na Argentina.
O confronto é decisivo para a campanha do Mengão na competição. O rubro-negro lidera o grupo com seis pontos, resultado de duas vitórias em dois jogos. O Estudiantes soma quatro pontos e busca uma vitória para se aproximar do topo da chave. A partida será transmitida na Rede Globo, em sinal aberto, e pelo Paramount+, no streaming.
Leonardo Jardim confirmou a presença de Arrascaeta no elenco que viajou para a Argentina. De acordo com a última atividade tática antes da viagem, o técnico definiu a provável escalação: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Evertton Araújo, Jorginho e Arrascaeta; Plata, Samuel Lino e Pedro. O meia segue como peça central na engrenagem ofensiva do Jardim, reforçando seu papel como protagonista no projeto tático do clube para a Libertadores.
O duelo contra o Estudiantes representa, para Arrascaeta, mais uma oportunidade de escrever sua história no rubro-negro. Com liderança no grupo e a frente aberta para avançar nas fases subsequentes da competição, cada atuação ganha peso. É nesse contexto que suas palavras sobre Zico ganham profundidade — não são apenas homenagem ao passado, mas combustível para o presente e o futuro que almeja construir.

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