Atuações no Flamengo x Estudiantes: Luiz Araújo brilha em empate na Libertadores

Luiz Araújo foi o destaque individual do Mengão no empate 1-1 com o Estudiantes na Argentina, marcando o gol rubro-negro e finalizando com precisão em duelo ofensivo. Em 70 minutos em campo, o meia somou nota 7.7, a mais alta do time, e movimentou o ataque com dois chutes certos na direção do gol apesar de aproveitamento limitado em passes, com 56% de acerto em apenas nove tentativas.

Notas da Partida

🟢 Luiz Araújo → 7.7 | Um gol decisivo, dois chutes na direção do alvo, pulso ofensivo constante.

🟢 Agustín Rossi → 7.3 | Cinco defesas, segurança com os pés, controle do jogo aéreo. Não teve culpa no gol.

🟢 Alex Sandro7.2 | Nove duelos ganhos em dez, três desarmes, participação defensiva sólida.

🟡 Samuel Lino → 6.9 | Um ótimo passe para Bruno Henrique dar assistência para o gol, e muita ajuda na defesa com três interceptações.

🟡 Emerson Royal → 6.9 | 92% de precisão nos passes, mas levou amarelo e perdeu dois duelos ofensivos.

🟡 Jorginho → 6.7 | Distribuição eficiente em 47 passes, uma chave de jogo, pouco trabalho defensivo.

🟡 Saúl Ñíguez → 6.7 | Entrada discreta em nove minutos, dois passes errados em três tentativas.

🟡 Vitão → 6.7 | 94% de precisão, dois duelos perfeitos, mas participação defensiva limitada.

🟡 Evertton Araújo → 6.6 | Distribuição com 78% de acerto, defesa limitada com apenas um duelo ganho.

🟡 Bruno Henrique6.6 | Uma assistência, um chute para o gol, mas apenas dois duelos ganhos em oito.

🟡 Danilo → 6.6 | 95% de precisão em 55 passes, zero duelos, atuação estritamente técnica.

🟡 Jorge Carrascal6.3 | Duas chaves de jogo, três dribles certos, mas três perdidos e pouca defesa.

🟡 Giorgian de Arrascaeta → 6.3 | Saiu machucado logo no início do jogo. Atuou por apenas 21 minutos, teve 67% de acerto nos passes.

🟡 Pedro → 6.5 | Dois chutes na direção do gol em nove minutos.

🟡 Gonzalo Plata → 6.2 | 20 minutos, um chute que errou, dois duelos perdidos em dois.

Os destaques

Luiz Araújo foi quem carregou o ataque rubro-negro. O meia saiu do banco aos 19 minutos e entrou em campo com disposição acentuada. Além de marcar o gol que igualou a partida, finalizou duas vezes na direção certa, ambas com potencial real de gol. Sua precisão nos passes caiu para 56%, refletindo a carga maior de movimentação e risco, mas sua atuação foi crucial para manter viva a esperança do Mengão em território adverso.

Alex Sandro foi o nome mais seguro da defesa. O lateral conquistou nove de dez duelos e ampliou a cobertura defensiva com três desarmes. Uma interceptação somou-se à lista de ações bem-executadas. Apesar da pressão constante do Estudiantes, o lado esquerdo rubro-negro manteve-se organizado principalmente pela contribuição do ex-Juventus.

Agustín Rossi teve trabalho moderado mas concentrado. O goleiro fez cinco defesas fundamentais, distribuiu 28 passes com 71% de precisão e conquistou o único duelo que disputou. Não pode ser culpado pelo gol sofrido, já que a defesa cedeu espaços em posicionamento.

Setor por setor

Goleiro: Rossi apresentou regularidade e brilhou com defesas importantes, uma delas já nos acréscimos do segundo tempo.

Defesa: O quarteto defensivo sofreu oscilações. Alex Sandro e Emerson Royal tiveram sequências sólidas, ambos conquistando seis ou nove duelos. Vitão e Danilo compensaram com passes precisos (94% e 95% respectivamente), mas a falta de confrontos diretos — Danilo zerou duelos — sugeriu que o time foi mais espectador que protagonista em setores ofensivos. O amarelo de Emerson Royal alertou para impulsividade que pode custar caro em mata-matas.

Meio: O setor funcionou por comodidade, não por criatividade. Jorginho e Evertton Araújo controlaram o jogo com passes seguros (94% e 78%), mas apenas três duelos ganhos entre os dois indicam falta de marcação assertiva. Samuel Lino trouxe energia com uma assistência de passe chave e três interceptações, compensando dois duelos perdidos. Jorge Carrascal saiu do banco com três dribles bem-sucedidos e duas chaves de jogo, sinalizando que o Mengão poderia ter explorado mais o lado criativo. Giorgian de Arrascaeta entrou aos 69 minutos em ação emergencial, com apenas 21 minutos e participação inconclusiva.

Ataque: Bruno Henrique forneceu a assistência do gol de Luiz Araújo, mas defendeu mais do que atacou — apenas dois duelos ganhos em oito. Seu um chute para o gol foi discreto. Luiz Araújo carregou praticamente sozinho a responsabilidade ofensiva. Pedro e Gonzalo Plata tiveram entradas pontuais no final, sem impacto significativo.

Quem entrou e fez diferença

Jorge Carrascal foi a alteração mais efetiva. O colombiano entrou aos 21 minutos e somou dois passes chave, três dribles bem-sucedidos e uma participação defensiva (um desarme). Em 69 minutos, conquistou seis de dez duelos, mostrando qualidade de pressão que o meio-campo titular não havia exibido. Saúl Ñíguez, ao contrário, saiu do banco aos 81 minutos com discreção — apenas nove minutos e dois passes errados em três tentativas. Pedro e Gonzalo Plata tiveram impacto mínimo ao fim do jogo.

Os números do adversário

O Estudiantes encontrou equilíbrio pela defesa. Leandro González Pírez foi sólido com 7.0 de nota, conquistando seis de sete duelos e somando dois desarmes. Fernando Muslera, no gol, fez quatro defesas importantes e circulou a bola com 84% de precisão. Guido Carrillo, no ataque, marcou o gol que equilibrou o marcador com nota 7.3, dois chutes e energia suficiente para incomodar o time rubro-negro mesmo em apenas 86 minutos.

Números da partida

O Flamengo manteve controle ofensivo dentro de possibilidades limitadas. O Mengão finalizou seis vezes, com quatro chutes certeiros. Em posse moderada, o time distribuiu 345 passes com média de 81% de precisão. Duelos foram paritários — o time disputou 68 confrontos e ganhou 37 deles (54%). A defesa sofreu mais que o esperado, cedendo ao gol do Estudiantes por imprecisão posicional. O empate deixa em aberto as chances da Nação rubro-negra no grupo da fase de grupos.