José Boto deixou claro nesta quarta-feira que o Flamengo nunca quis abrir mão de Gonzalo Plata. O diretor de futebol do Mengão reafirmou a posição do clube após a devolução do atacante pelo Dínamo de Moscou e indicou que a situação segue sendo tratada pelo departamento jurídico. A declaração foi feita antes do duelo contra o Mirassol, no Maracanã, e marca a primeira vez que Boto comenta publicamente o caso.
“Não consigo explicar o que os russos fizeram. Só dizer que o Plata é muito bem-vindo, nunca quisemos que o Plata saísse”, afirmou Boto. A frase resume a posição do Flamengo diante da sequência de eventos que envolveu o jogador nos últimos meses. O Dínamo propôs a contratação, negociou com o clube rubro-negro, mas a transação não se concretizou e o atacante retornou ao Brasil.
Departamento jurídico entra na disputa
A volta de Plata ao Mais Querido não encerrou a questão. Boto informou que o assunto está nas mãos da área jurídica do Flamengo, sinalizando que pode haver desdobramentos legais envolvendo a negociação com os russos. Essa movimentação mantém o atacante no centro de um processo que vai além do campo e afeta a rotina de preparação do elenco.
O envolvimento do departamento jurídico reforça que a transação levanta questões complexas, possivelmente relacionadas a cláusulas contratuais, valores ou outras obrigações que extrapolam o simples retorno do jogador. A situação ilustra os desafios do mercado internacional, onde acordos podem desmoronar mesmo após estarem em estágio avançado.
Plata na preparação para o Mirassol
Com a devolução confirmada e a declaração de Boto reafirmando o compromisso com o jogador, a presença de Plata volta a ser considerada na preparação do Flamengo para enfrentar o Mirassol. A avaliação de sua condição física e psicológica passa a integrar as decisões do técnico para o confronto na Zona Rubro-Negra do Maracanã.
O contexto do atacante é delicado. Depois de uma tentativa de transferência que não deu certo, Plata retorna a um ambiente onde precisa reconquistar espaço e confiança. A declaração de Boto funciona como um sinal de que o clube o mantém em seus planos, mas a situação segue em aberto até que o departamento jurídico resolva pendências.
O Flamengo ocupa a 2ª colocação no Campeonato Brasileiro com 45 pontos e não pode se dar ao luxo de desestabilizações. Cada jogador disponível para o confronto contra o Mirassol é importante. A participação de Plata, que foi alvo de uma proposta externa há pouco tempo, pode influenciar as escolhas táticas para o jogo.
Reforços em movimento
Enquanto a situação de Plata segue tumultuada, o Flamengo acelerou a busca por alternativas. O clube anunciou a chegada do atacante argentino Joaquín Freitas, de 19 anos, vindo do River Plate. O jovem desembarcou no Galeão, já treinou com o elenco e receberá a camisa 30. O contrato vale até 2031 e posiciona Freitas como opção de reposição e reserva para Pedro.
Freitas chega após disputar 30 partidas pelo River, marcando 1 gol e fornecendo 2 assistências. O perfil rejuvenescido do atacante reflete uma aposta do Flamengo em potencial de desenvolvimento. Porém, sua regularização no BID da CBF ainda não foi concluída, e a estreia não está garantida para o duelo contra o Mirassol nesta quarta-feira.
A entrada de Freitas ocorre em um momento em que o departamento de scout do Flamengo trabalha sob pressão. José Boto, contratado no início de 2025 para liderar a análise de jogadores, enfrenta cobranças por efetividade. Na janela de meio de ano de 2026, o Mengão não trouxe reforços, enquanto rivais como o Botafogo movimentaram o mercado com mais agilidade. O Estrela de Futebol teve seis dos sete últimos reforços trazidos por indicação direta do seu departamento de análise, criando contraste com a performance rubro-negra no mercado.
A situação de Plata, portanto, vai além do jogador. É também um reflexo dos desafios que o Flamengo enfrenta em suas negociações internacionais e das dificuldades em manter clareza sobre quem faz parte dos planos e quem não faz. A declaração de Boto é uma tentativa de restabelecer essa clareza, mas o envolvimento da Justiça do clube mostra que a resolução ainda não é iminente.

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