Stop, FF, play
Encerramos esse primeiro semestre com uma bela vitória contra o Coritiba, time que já nos deu muita dor de cabeça em tempos funestos e que, agora, às vezes até esquecemos da existência. Apesar disto, eu confesso que estava com receio deste jogo, uma vez que o Coxa vinha muito bem fora de casa e que o Mengo estaria desfalcado em número idêntico à quantidade de jogadores de linha em uma partida de futebol. Mas é para isso que temos dinheiro e elenco: para que a diferença entre titulares e reservas seja a menor possível. Ou melhor: para que tenhamos, pelo menos, uns 15 ou 16 jogadores titulares. Como somente 11 podem entrar em campo, o raciocínio fica bem interessante.
Pedro esbanjou categoria ao limpar o lance do primeiro gol para Samuel Lino. Foram os dois melhores em campo e, não sem coincidência, os autores dos três gols rubro-negros. Menção honrosa ao garoto João Victor, que mostrou segurança na zaga. E que não se diga que o jogo só ficou fácil porque o jogador do Coritiba foi expulso. Àquela altura, o Mengo já dominava as ações e vencia o jogo. Mas é inevitável que, hoje em dia, um jogador a menos desequilibra, como vimos contra o Palmeiras, há duas semanas. Essa regra só comporta uma exceção: quando o time é ruim, pois aí é um jogador a menos para fazer besteira. Com graças, isto não se aplica ao Flamengo há, pelo menos, uns dez anos.
Lamentavelmente, em mais uma situação estranha, nosso principal adversário na briga pelo título foi beneficiado pelo apito e manteve a distância entre nós na tabela. Um absurdo o gol anulado da Chapecoense, que seria o do empate, já nos confins da partida. Para o Flamengo ser campeão, precisará redobrar os cuidados, vencer mais e chegar a uma pontuação que lhe permita queimar gordura quando “fatores externos” resolverem atrapalhar nossos planos.
Em terras portuguesas
Com rendas do Alentejo e licores na moringa, o Mengo vai descansar, mudar os ares, comer pastéis de Belém e treinar na densa mata do relvado português, onde participaremos de três amistosos, os quais devem ser contra Falkirk (Escócia), Birmingham (Inglaterra) e o conterrâneo Benfica. Ninguém morre nos devendo e, se não se lembram, o Benfica tem uma dívida com o Mengo, responsável por jogar o Bayern de Munique no nosso colo nas oitavas da Copa do Mundo de Clubes, ano passado. Eu sou rancoroso e não me esqueci dessa inesperada presepada benfiquense. Do Bayern e do PSG, a gente se vinga depois – ou em dezembro.
Isto posto,
Saudações Rubro-Negras!

Ricardo Santoro Nogueira, 39 anos, casado, nascido em Brasília/DF, é advogado e exageradamente flamenguista. Herdou de seu pai este viciante hábito de ocupar 90 min. assistindo ao Mais Querido. É fã de Zico, Adriano, Arrascaeta e Bruno Henrique, entre outros que também mereceriam destaque. Quase morreu em 2019, mas passa bem.