O Flamengo decidiu manter Joshua no elenco e lapidar o meia-atacante de 19 anos em vez de abrir negociação por valores inferiores. A decisão da diretoria rubro-negra é clara: só há venda se o valor se aproximar dos 70 milhões de euros fixados na multa rescisória do jogador.
A informação foi apurada pelo repórter Rodrigo Lima e revela uma postura diferente em relação a Joshua comparada ao tratamento dado a outras promessas da base. Enquanto alguns jovens são liberados com participação mínima do clube em vendas futuras, o meia-atacante tem outro patamar de proteção financeira.
Joshua contraiu com o Mengão até 2029. A multa rescisória de 70 milhões de euros (aproximadamente R$ 420 milhões na cotação atual) serve como anteparo para qualquer aproximação de interessados. O clube já recebeu sondagens de equipes, mas descartou prosseguir porque os valores oferecidos ficaram aquém do esperado.
Sub-20 como ferramenta de evolução
A ausência de Joshua nos últimos jogos do Flamengo não reflete desconfiança na qualidade do atleta. É parte natural do processo de transição. Leonardo Jardim avaliou positivamente o desempenho do meia-atacante junto aos profissionais, mas o técnico enfrenta concorrência na posição.
Por isso, a comissão técnica decidiu liberar Joshua para atuar nas partidas do sub-20 do Flamengo. O objetivo é manter o ritmo de jogo enquanto o jogador não ganha espaço garantido no time principal. É uma prática comum em clubes que estruturam a formação de promessas: preservam a evolução técnica e física do atleta, evitando ociosidade prolongada.
A estratégia faz sentido dentro do planejamento rubro-negro, especialmente em um momento em que a diretoria determinou congelamento de negociações enquanto aguarda a definição da participação do clube na Copa Libertadores. O silêncio no mercado inclui movimentações de jogadores com potencial saída, como medida para preservar a estabilidade do elenco.
Olheiros europeus e propostas inadequadas
Joshua já despertou atenção em várias partes do mundo. Olheiros do velho continente estiveram presentes em jogo recente do Flamengo pelo Brasileirão Sub-20 especificamente para observar o atleta. O interesse não vem apenas da Europa; clubes do mundo árabe também monitoram sua evolução.
As sondagens chegam, mas não evoluem para negociação séria porque os valores permanecem distantes do piso estabelecido pela diretoria. O Flamengo não fará concessões financeiras nem aceitará acordos com baixa participação em vendas futuras, como tem ocorrido com outros jovens da base.
Essa cautela reflete a aposta do clube em Joshua como ativo de médio e longo prazo. A lapidação é o termo usado internamente: o Flamengo quer desenvolver o potencial técnico do meia-atacante antes de qualquer saída, garantindo que eventuais ofertas correspondam à qualidade e projeção do jogador.
Histórico nos profissionais
Joshua chegou aos profissionais na temporada passada sob comando de Filipe Luís. Fez sua estreia contra o Botafogo-PB, pela Copa do Brasil, e marcou o gol da vitória do Mais Querido fora de casa. A atuação foi suficiente para consolidar seu nome como promessa genuína da base.
Nesta temporada, integrou o planejamento que atuou nos primeiros jogos do Carioca com equipe alternativa. Com Leonardo Jardim, entrou em campo na vitória sobre o Coritiba, pelo Brasileirão, no Maracanã. As aparições confirmam que não há dúvida sobre a capacidade, apenas gestão de oportunidades dentro de um elenco competitivo.
O contrato até 2029 e a multa rescisória de 70 milhões de euros colocam Joshua em outro patamar em relação a outras promessas. O Flamengo investiu em proteção financeira porque reconhece o potencial de apreciação do jogador no mercado. A disposição em liberar para o sub-20 demonstra confiança na trajetória e paciência com o desenvolvimento, sem pressa de monetizar prematuramente.

Edmilson Lani é o responsável editorial do Flamengo RJ. Atua na curadoria, revisão e publicação de conteúdos do site, acompanhando de perto o noticiário do clube, os bastidores, o mercado da bola, os jogos e as análises do dia a dia. O site também utiliza fluxos de automação e ferramentas de apoio editorial no processo de produção, sempre sob supervisão humana sobre o conteúdo publicado.