Flamengo busca ser melhor líder da Libertadores contra Medellín

O Flamengo é o terceiro melhor líder geral da Copa Libertadores da América após três rodadas. A posição coloca o Mengão perto de alcançar um objetivo estratégico: ser o melhor primeiro colocado da fase de grupos para decidir toda a trajetória dos mata-matas em casa.

Com 7 pontos e saldo de cinco gols, o Rubro-Negro está atrás apenas do Corinthians (9 pontos, saldo 6) e do Independiente Rivadavia (9 pontos, 100% de aproveitamento). A diferença é pequena, mas os paulistas e os argentinos ainda não tropeçaram. O Mais Querido, porém, tem um caminho claro para inverter essa posição: vencer o Independiente Medellín na quarta-feira, 7 de maio, no Estádio Atanasio Girardot, às 21h30, horário de Brasília.

A importância dessa vitória vai além do ranking geral. Uma conquista no Grupo A garante ao Flamengo a classificação para as oitavas de final — objetivo primário de qualquer campanha na Libertadores. Com uma vitória, o Rubro-Negro abriria seis pontos de vantagem sobre o Medellín com duas rodadas restantes, tornando a vaga inatingível no confronto direto e consolidando matematicamente a primeira posição no grupo.

Por que ser o melhor líder muda tudo

Há menos de um ano, o Flamengo experimentou o incômodo de decidir todos os mata-matas da Libertadores fora de casa. A razão: havia se classificado em segundo na primeira fase. Agora, a realidade aponta para outro caminho. Se confirmar a liderança do Grupo A, o clube jogará as oitavas de final no Maracanã — um diferencial que não é apenas simbólico.

Mas há mais. Ser o melhor primeiro colocado geral da competição garante mandar a segunda partida em casa até a semifinal. É um privilégio que apenas um de todos os líderes de grupo recebe. Corinthians e Independiente Rivadavia dominam essa posição no momento, ambos com aproveitamento perfeito. O Mengão precisa vencer Medellín e, simultaneamente, “secar” os rivais: os paulistas viajam à Colômbia para enfrentar o Santa Fé, e os argentinos recebem o Fluminense em Buenos Aires.

Dos três cenários, o de Medellín é o mais controlável pelo Rubro-Negro. Os colombianos ocupam a segunda posição do Grupo A com 5 pontos, três atrás do Flamengo. Não é um rival em melhor condição, apesar de jogar em casa e contar com o apoio da torcida no Atanasio Girardot.

Desfalques importantes na delegação

O técnico Leonardo Jardim confirmou três desfalques para a viagem a Medellín. Arrascaeta, que sofreu fratura na clavícula direita, só deve voltar aos gramados após a Copa do Mundo — uma ausência de longo prazo que afeta significativamente o elenco. Pulgar e Lucas Paquetá já retomaram os treinos em campo, mas aguardam liberação do departamento médico para integrar a delegação.

A delegação embarcou para Medellín em 5 de maio e realizará o último treino preparatório na estrutura do Atlético Nacional em 6 de maio, às 16h. São ajustes finais antes de um compromisso que pode definir os rumos do Flamengo na competição continental.

A CONMEBOL também trouxe mudança relevante para 2026: o critério de desempate agora prioriza o confronto direto sobre o saldo de gols. Esse detalhe pode ser determinante em grupos disputados, onde times com pontuação igual precisam de um diferencial. Para o Flamengo, ainda há margem — mas quanto maior a vantagem conquistada agora, menor a necessidade de depender desses critérios técnicos no final da fase.

O modelo antigo da Libertadores — no qual o melhor primeiro encarava o pior segundo — não existe mais. Agora há sorteio dos 16 times classificados para as oitavas. Ainda assim, ser melhor líder segue trazendo a vantagem imediata de mandar a volta em casa, um privilégio que o Rubro-Negro ainda não consolidou nesta edição.

Nesta quarta-feira, no Atanasio Girardot, o Flamengo tem a chance de dar um passo decisivo em duas frentes: garantir a vaga nas oitavas e iniciar sua escalada pela posição de melhor primeiro colocado geral da Copa Libertadores.