Pedro marca, chega a 8 gols, mas Flamengo cede empate com Vasco

Pedro foi o grande destaque do clássico entre Flamengo e Vasco no Maracanã, marcando um gol e chegando a 8 gols no Campeonato Brasileiro, dividindo a artilharia da Série A com Kevin Viveros, do Athletico-PR. Mas o desempenho individual não foi suficiente: o Flamengo vencia por 2 a 0 e cedeu o empate em 2 a 2 nos minutos finais, deixando escapar uma vitória que parecia controlada.

O atacante foi o grande responsável pelo ataque rubro-negro, convertendo sua chance com qualidade e criando oportunidades para os companheiros. Além do gol, Pedro completou 27 passes com 74% de precisão, criou duas oportunidades claras e venceu sete de dez disputas aéreas. Seus três dribles bem-sucedidos mostraram a plasticidade técnica que vem demonstrando sob o comando de Leonardo Jardim, atração suficiente inclusive para merecer observação de Carlo Ancelotti, que estava no estádio acompanhando possíveis convocados para a seleção brasileira.

A sequência ofensiva recente de Pedro reacende sua candidatura à convocação para a Copa do Mundo. Nos últimos nove jogos, o atacante acumula 8 gols e uma assistência, números que consolidam sua importância no projeto rubro-negro e sua disputa por uma vaga na seleção. A presença de Ancelotti no Maracanã carrega significado especial: a lista final de convocados será anunciada no dia 18 de maio, e Pedro busca convencer o técnico da seleção de que merece inclusão.

Jorginho e a segurança na construção

Jorginho, meio-campista, foi responsável pelo segundo gol do Flamengo e atuou de forma sólida na construção do jogo. Com 65 passes entregues em 86% de precisão, o jogador venceu sete de dez disputas no meio, acrescentando três desarmes e duas interceptações à sua noite. A entrada do meia trouxe segurança defensiva e capacidade de transição que faltava em momentos do confronto.

Luiz Araújo, embora tenha ficado apenas 69 minutos em campo, entregou três passes decisivos em poucas oportunidades. Seus 26 passes com 92% de precisão e a criatividade nas laterais do ataque contribuíram para pressionar a defesa rival. Gonzalo Plata, por sua vez, foi responsável pela assistência que levou ao segundo gol, além de criar mais uma oportunidade para os companheiros.

Defesa rubro-negra entre acertos e falhas

Léo Ortiz foi o destaque da zaga com seus 65 passes precisos e organização defensiva consistente. O zagueiro manteve a compostura mesmo com o ataque vascaíno pressionando na reta final, consolidando sua linha de distribuição como a mais segura da partida. Léo Pereira, seu parceiro de zaga, foi praticamente perfeito na saída de bola com 97% de acerto, embora tenha tido poucas oportunidades defensivas e levado cartão amarelo.

Alex Sandro viveu uma noite difícil lateralmente. O lateral perdeu oito de 12 duelos disputados, número preocupante para quem ocupa a posição. Seus três desarmes não compensaram o volume de ações perdidas. Guillermo Varela, no flanco direito, apresentou melhor equilíbrio com quatro vitórias em cinco disputas e dois dribles concretizados.

Agustín Rossi fez quatro defesas importantes durante os 90 minutos, mantendo o Flamengo vivo na partida apesar dos dois gols sofridos. Sua distribuição de bola foi confiável, com 31 passes entregues em 84% de precisão. O goleiro não teve culpa pelos tentos vascos e cumpriu seu papel defensivo dentro do esperado para o confronto.

O Vasco reage e explora as fragilidades

Robert Renan marcou um gol e se tornou figura central da defesa do Vasco. O zagueiro venceu oito de nove disputas e realizou seis desarmes, consolidando-se como o principal ataque defensivo vascaíno. Carlos Cuesta contribuiu com uma assistência e manteve 91% de precisão nos 67 passes.

Os números globais da partida revelam o quanto o Flamengo sofreu para sustentar a vantagem. O Mengão teve 49% de posse de bola e 12 finalizações, enquanto o Vasco respondeu com 51% de posse e 20 finalizações. A inversão de controle nos minutos finais foi decisiva: o Flamengo, que havia saído na frente com gols de Pedro e Jorginho, permitiu que a defesa se desorganizasse justamente quando deveria ser mais cautelosa. Robert Renan e Hugo Moura aproveitaram a fragilidade rubro-negra para empatar a partida.

O resultado mantém o Flamengo em segundo lugar no Campeonato Brasileiro com 26 pontos. A sequência ofensiva de Pedro permanece como o ponto positivo mais concreto do clássico, especialmente na perspectiva de seus objetivos pessoais com a seleção brasileira. Mas a incapacidade de fechar a partida reforça uma tendência preocupante de falta de maturidade tática nos momentos finais dos jogos.