O Flamengo não saiu do empate 2 x 2 contra o Vasco no Maracanã, neste sábado, mantendo a invencibilidade em casa, mas perdendo uma oportunidade valiosa na briga pelo título. O resultado trouxe à tona um contraste importante: o Mengão foi mais eficiente ofensivamente do que costuma ser na temporada, mas sofreu mais faltas e viu a posse cair significativamente em relação aos seus padrões.
Na comparação com as médias da Série A dos últimos 12 jogos, esta foi uma atuação equilibrada numericamente — nem um desastre, nem uma performance excepcional. A torcida rubro-negra viu seu time aproveitar melhor as chances criadas, mas questionou a falta de controle do jogo, especialmente no segundo tempo, quando o Vasco empatou por duas vezes.
Eficiência acima da média: 2 gols em 12 chutes
O Mais Querido marcou 2 gols em 12 chutes — eficiência de 16,7%. Na temporada, a média é de 14,8% (2,19 gols por 14,8 chutes). Este foi um dos raros jogos em que o Flamengo converteu proporcionalmente mais do que o usual, apesar de chutar menos.
Os 12 chutes ficaram abaixo da média da temporada (14,8) e muito abaixo da média da Série A (13,8 em 12 jogos). No entanto, 6 chutes foram no alvo — exatamente na média sazonal (5,8). O primeiro gol saiu aos 8 minutos do primeiro tempo, com Pedro aproveitando assistência de Plata. Jorginho fechou o placar para o Rubro-Negro aos 15 minutos do segundo tempo.
O problema não foi a qualidade das finalizações, mas a quantidade reduzida delas. O Flamengo criou menos que o habitual, o que refletiu diretamente na posse de bola perdida.
Posse abaixo da expectativa: 49% versus 56,8% de média
Esta foi a maior diferença numérica do jogo. O Mengão teve apenas 49% de posse contra os 51% do Vasco — uma inversão clara do padrão rubro-negro. Na temporada, a média é 56,8%; na Série A dos últimos 12 jogos, era 53,4%. A queda de 7,8 pontos percentuais mostra um time menos dominador que o habitual.
Com 470 passes e 87% de precisão, o Flamengo manteve a qualidade técnica. A precisão ficou levemente abaixo da média (87,3% na Série A), mas dentro do padrão sazonal (87,6%). Os 486 passes do Vasco superaram ligeiramente os números rubro-negros, e a precisão adversária (89%) foi a mais alta da partida.
O controle reduzido pode explicar por que o time sofreu duas vezes — aos 39 minutos do segundo tempo, com Robert Renan (assistência de Moreira), e já nos acréscimos, aos 45+7 minutos, quando Hugo Moura selou o empate. Ambos os gols vieram em momentos de menor domínio rubro-negro.
Disciplina questionada: 15 faltas versus 12,7 de média
O Flamengo cometeu 15 faltas, ficando acima da média de 12,7 na temporada e de 13,3 na Série A. Foram 2,3 faltas acima do esperado. O adversário cometeu 12. O resultado foi um jogo desequilibrado em termos de agressividade, com o Rubro-Negro tendo que responder a mais infrações e com risco aumentado de expulsões.
Os escanteios foram praticamente na média: Flamengo com 5 (média: 5,2) e Vasco com 6 (média para esta temporada: 5,2 por jogo). Números que refletem uma partida com ritmo equilibrado, apesar do domínio posicional esperado do Flamengo não ter se materializado.
Os gols: Pedro abre, Jorginho iguala; Vasco vira no fim
Pedro marcou logo aos 8 minutos do primeiro tempo, recebendo passe de Plata e abrindo o placar para o Rubro-Negro. O time seguiu à frente até o intervalo, mas o Vasco acordou no segundo tempo. Robert Renan empatou aos 39 minutos (assistência de Moreira), e Hugo Moura completou a reação do Gigante da Colina já nos acréscimos, aos 45+7 minutos.
Jorginho levou o Flamengo a 2 x 1 aos 15 minutos do segundo tempo, mas não foi o suficiente para segurar a vitória. O gol tardio do Vasco deixou o resultado aberto.
Posição na tabela: segundo lugar mantido, mas pressão aumenta
Com este empate, o Flamengo chegou a 27 pontos em 13 jogos (8 vitórias, 3 empates, 2 derrotas). O Mengão segue em segundo lugar na Série A, 6 pontos atrás do Palmeiras (33 pontos com um jogo a menos). O saldo de gols é positivo: 14 marcados e 12 sofridos.
O Vasco subiu para 17 pontos e ocupa posição de zona de rebaixamento ampliada, junto com Grêmio e Atlético-MG — todos com 17 pontos. Este empate beneficiou mais o time da Colina na luta contra o descenso.
Tendência: 7 vitórias, 2 empates e 1 derrota nos últimos 10 jogos
Nos últimos 10 compromissos, o Flamengo acumula 7 vitórias, 2 empates e 1 derrota — aproveitamento de 76,7%. Neste período, marcou 21 gols e sofreu 9, o que representa médias altas de 2,1 gols por jogo.
A sequência é formada por: empate com Estudiantes (1 x 1, Libertadores), vitória sobre Atlético-MG (4 x 0, Série A), vitória sobre Vitória (2 x 1, Copa do Brasil), vitória sobre Bahia (2 x 0, Série A), vitória sobre Independiente Medellín (4 x 1, Libertadores), vitória sobre Fluminense (2 x 1, Série A), vitória sobre Cusco (2 x 0, Libertadores), vitória sobre Santos (3 x 1, Série A), derrota para RB Bragantino (3 x 0, Série A) e empate com Corinthians (1 x 1, Série A).
Este empate com o Vasco interrompe a boa fase do Mengão, que vinha de 4 vitórias consecutivas na Série A. A Nação rubro-negra terá de processar uma atuação ofensiva acertada numericamente, mas defensivamente frágil no momento em que mais importava.

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