NÃO PODEMOS TIRAR O PÉ


“O jogo é jogado, o lambari é pescado.” — ditado popular brasileiro

Ontem, o final foi uma ducha de água fria: o empate sofrido em uma rodada que, pelas circunstâncias do jogo e pelas nossas pretensões, era muito favorável. Na minha opinião, o Flamengo tirou o pé e pagou para ver — não podemos dar mole.

Atualmente, estamos desfalcados no setor mais importante de um time: o meio-campo. Pulgar, Paquetá, Arrascaeta e Carrascal fazem muita falta nessa maratona cruel. Acredito que, para alguns, esse meio-campo seja até a nossa escalação titular (o que rende uma boa discussão). Logo, precisamos ter seriedade, respeitar o adversário e aproveitar as chances, pois estamos lidando com ausências importantíssimas — e esses erros podem custar caro lá no fim da temporada.


O CLÁSSICO DE ONTEM

Confesso que não gostei muito da escalação inicial, pois colocaria o De la Cruz no lugar de Luís Araújo para equilibrar mais o meio-campo. Mesmo bastante desfalcados, principalmente nesse setor, as opções estavam no limite.

Começamos bem a partida, dominando as ações e, como tem sido a tônica dos jogos do Jardim, abrimos logo o placar com mais um belo gol do Pedro — gol esse que o coloca cada vez mais como candidato à Copa, pelo vasto repertório.

O Vasco dava bastante espaço, e não conseguimos aproveitar para ampliar. Até que, no segundo tempo, Pedro sofreu pênalti, convertido por Jorginho, que variou a batida para confundir o goleiro.

Com o placar de 2 a 0, e com o elenco experiente que temos, era para controlar o jogo, esfriar os ânimos do adversário, assustar nos contra-ataques e matar a partida quando surgisse a oportunidade.

No entanto, não foi isso que vimos. O Flamengo relaxou demais, deu a entender que o jogo estava resolvido e se desconcentrou.

No primeiro gol deles, na minha opinião, um goleiro do nível do Rossi poderia ter saído naquela bola, e o Léo Ortiz acabou errando o tempo de bola. Esse gol animou o Vasco, e o Flamengo, por incrível que pareça, se assustou. Recuamos, não competimos pelas segundas bolas e ficamos nas cordas.

O empate veio de forma merecida, no último lance do jogo. E, se houvesse mais cinco minutos, não duvido que poderíamos ter sofrido a virada.

Com o clima desfavorável nos minutos finais, o Jardim tirou o Pedro e colocou Wallace Yan, que teve um bom momento no primeiro semestre de 2025 — e só. Ora, se o Pedro não tinha mais condições físicas, pelas circunstâncias, não seria melhor colocar o Danilo para reforçar a bola aérea, já que o Vasco apostava apenas no “chuveirinho”?

Fim de jogo: perdemos uma grande oportunidade de nos aproximar do Palmeiras e de abrir vantagem sobre os demais adversários.

Fica também a preocupação com o Plata, que jogou muito bem ontem, mas sentiu a coxa. Tomara que não seja nada grave.


PRÓXIMO JOGO: CARIMBAR A CLASSIFICAÇÃO NA COLÔMBIA

Por fim, é virar a chave, porque, na quinta-feira, teremos um jogo duríssimo na Colômbia contra o Independiente Medellín, pela Libertadores.

Não podemos entrar de salto alto por conta da goleada por 4 a 1 no primeiro jogo, achando que já está ganho. Precisamos jogar bola, impor nosso ritmo e tornar a partida mais simples pela nossa postura.

Confesso que um empate não seria um mau resultado, mas acredito que venceremos por 2 a 1 lá e encaminharemos a classificação em primeiro lugar.

Vamos com tudo pelo penta.

SRN!