O Flamengo acumula um histórico favorável contra as seleções que disputam a Copa do Mundo de 2026: 11 vitórias, 8 empates e 5 derrotas em 24 confrontos. O saldo ofensivo também é positivo, com 39 gols marcados e apenas 25 sofridos. O levantamento reúne partidas que o Mais Querido disputou ao longo das décadas contra adversários que hoje integram o cenário do Mundial nos Estados Unidos, México e Canadá.
A sequência de duelos contra o Brasil é destaque no recorte. Em três oportunidades, o Mengão enfrentou a seleção canarinha: em 1957, quando empatou sem gols; em 1958, com vitória por 1 a 0; e em 1976, quando venceu por 2 a 0. Este último confronto carrega peso histórico especial: a partida foi realizada em homenagem a Geraldo Cleofas Dias Alves, jogador rubro-negro que havia falecido.
Os duelos com a Argentina também marcam presença na lista de históricos do clube. Foram dois encontros: em 1933, quando o time perdeu por 1 a 2, e em 1966, quando saiu com um empate por 1 a 1. Com outras seleções sul-americanas, o Flamengo coleciona resultados como a vitória por 1 a 0 contra a Argélia em 1987 e o empate de 1 a 1 com o Uruguai em 1995.
Os confrontos contra potências europeias e asiáticas
Além dos duelos contra tradicionais adversários das Américas, o histórico traz encontros memoráveis com seleções de outras regiões. Contra a Dinamarca, o Flamengo venceu por 2 a 0 em 1951. A Áustria foi derrotada por 3 a 1, em jogo de 1960. Já contra a Tchecoslováquia, em 1962, o placar foi desfavorável: 2 a 4.
Os confrontos asiáticos também deixaram marca. O Japão aparece em duas ocasiões: em 1970, com empate de 1 a 1, e em 1988, quando o Mengão venceu por 3 a 1. A Coreia do Sul experimentou derrota por 1 a 2 em 1970. A Arábia Saudita, que também está na Copa 2026, encarou o rubro-negro em 1974 com resultado de 2 a 2.
O México, que será um dos três anfitriões do próximo Mundial, aparece em dois confrontos no histórico. Em 1962, houve empate de 2 a 2, e em 1987, o time perdeu por 2 a 3. A Austrália enfrentou o Flamengo em 1994 e empatou sem gols. Os Estados Unidos, outro país-sede, foram derrotados por 1 a 0 em 1990.
O desempenho ofensivo e as goleadas históricas
Entre os destaques ofensivos do período mapeado está a goleada sobre a Noruega em 1962: o Flamengo aplicou 5 a 1. Também em 1962, o time conquistou uma vitória por 2 a 0 contra o México. A Iraque foi goleada por 2 a 0 em 1986, e Costa do Marfim sofreu duas derrotas significativas: 1 a 0 em 1964 e 3 a 0 em 1988.
O panorama reforça o peso internacional que o Flamengo carrega há décadas. A sequência de resultados, que se estende de 1933 até 1995, evidencia a capacidade do clube em competições e amistosos contra adversários de várias regiões do globo. Com nove atletas inscritos na Copa de 2026, o Mengão pode adicionar novos capítulos a essa história de confrontos com seleções mundiais.
A estrutura rubro-negra também contará com a experiência de jogadores que já atuaram em Copas do Mundo. Leônidas, artilheiro histórico do clube em Mundiais com sete gols marcados na Copa de 1938, e Zico, autor de cinco gols em competições do gênero (1978, 1982 e 1986), deixaram legado que ressoa na formação atual. Arrascaeta, que marcou dois gols na Copa de 2022 contra Gana, é outro que traz vivência de palco mundial para a Nação rubro-negra.
O levantamento completo apresenta ainda outros destaques pontuais: vitória contra o Haiti por 1 a 0 em 1964, triunfo de 2 a 0 sobre a Dinamarca em 1951, e empate sem gols com a Austrália em 1994. A riqueza do histórico evidencia que o Flamengo não é novidade em enfrentamentos contra seleções de todas as confederações, uma trajetória que começou ainda no século passado e que pode ganhar novo impulso com a participação de seus atletas na próxima edição do Mundial.

Edmilson Lani é o responsável editorial do Flamengo RJ. Atua na curadoria, revisão e publicação de conteúdos do site, acompanhando de perto o noticiário do clube, os bastidores, o mercado da bola, os jogos e as análises do dia a dia. O site também utiliza fluxos de automação e ferramentas de apoio editorial no processo de produção, sempre sob supervisão humana sobre o conteúdo publicado.