Histórico de lesões de Erick Pulgar: padrão recorrente no pé direito

Erick Pulgar enfrenta uma nova lesão que o afasta dos gramados. O meia do Flamengo sofreu lesão na articulação acromioclavicular do ombro direito durante o jogo contra o Red Bull Bragantino, em 2 de abril de 2026, e foi oficialmente diagnosticado pelo Departamento Médico do clube em 5 de abril. O episódio, porém, não é isolado no histórico do jogador — nos últimos dois anos, Pulgar acumula sete afastamentos, entre lesões musculares, lesões articulares e problemas de cansaço físico.

A lesão atual: ombro direito e nova preocupação

A lesão no ombro de Pulgar ocorreu durante a partida contra o Red Bull Bragantino, no mesmo jogo em que o jogador foi expulso. O Departamento Médico do Flamengo confirmou o diagnóstico: lesão na articulação acromioclavicular do ombro direito. Segundo boletim oficial divulgado em 5 de abril, a previsão inicial de recuperação variou entre dez a quinze dias.

A comissão técnica e o departamento médico adotaram postura cautelosa com o atleta. O Flamengo informou que Pulgar só será liberado para treinos quando deixar de sentir dores. O jogador seguiu em tratamento no Departamento Médico, realizando trabalho com a fisioterapia. A lesão teve impacto imediato: além da suspensão automática por expulsão no jogo contra o Santos (5 de abril), Pulgar também não esteve disponível para os compromissos iniciais na Copa Libertadores, ficando fora da relação contra o Independiente Medellín em 16 de abril de 2026.

O histórico de lesões: sete afastamentos em dois anos

A lesão atual no ombro representa o sétimo afastamento documentado de Erick Pulgar desde 2024. Seu histórico revela uma sequência preocupante de problemas físicos que vão muito além do episódio recente.

Em 25 de fevereiro de 2023, Pulgar sofreu a primeira grande lesão registrada: uma fratura do quinto metatarso no pé direito, lesão ocorrida em jogo. O afastamento durou aproximadamente 69 dias, com retorno ao Flamengo apenas em maio de 2023. Este episódio marcaria o início de um padrão preocupante.

Em julho de 2023, Pulgar sofreu uma lesão muscular nos isquiotibiais (posterior de coxa), que resultou em aproximadamente 36 dias de afastamento. Depois, em 30 de abril de 2024, nova lesão articular: desta vez no tornozelo, que o manteve fora por cerca de 27 dias.

O padrão se intensificou em 2025. Entre 12 e 31 de maio, Pulgar sofreu lesão muscular na coxa, com afastamento de aproximadamente 19 dias. Mas o episódio mais grave ocorreu entre 1º e 3 de julho de 2025: nova fratura do quinto metatarso do pé direito — a mesma lesão que o havia afastado em 2023.

Esta segunda fratura no mesmo local foi confirmada após exames e exigiu tratamento cirúrgico. O Flamengo realizou a operação em 3 de julho de 2025, e o afastamento foi bem mais longo: entre 105 e 109 dias, com retorno documentado apenas em outubro de 2025. A lesão ocorreu durante o Mundial de Clubes, em partida contra o Bayern.

Além destes episódios maiores, o histórico de 2024 e 2025 também registra períodos de fadiga física (cansaço apontado entre 15 e 24 de outubro de 2024, e novamente entre 20 e 23 de setembro de 2024), bem como uma intercorrência de doença entre 22 e 26 de julho de 2024. Em 30 de junho de 2025, começou novo episódio de lesão no pé que permanecia em andamento quando da compilação dos dados.

O padrão: fratura recorrente no pé direito e fragilidade crescente

O aspecto mais preocupante do histórico de Pulgar é a recorrência específica: a fratura do quinto metatarso do pé direito. Lesão idêntica em fevereiro de 2023 e em julho de 2025 sugere não apenas uma fraqueza estrutural naquela região, mas também possível deficiência em protocolos de fortalecimento ou gerenciamento de carga após o primeiro episódio.

A imprensa e os comunicados do clube destacaram este padrão de recidiva no pé direito como uma questão de atenção. A segunda fratura, inclusive, foi mais grave, exigindo cirurgia e período de recuperação significativamente mais longo do que o primeiro afastamento.

Para além da recorrência no metatarso, o histórico também revela episódios isolados de lesões musculares (isquiotibiais em 2023 e coxa em 2025), lesão articular no tornozelo (2024) e agora a nova lesão no ombro (2026). Este quadro aponta para uma fragilidade geral do atleta em manter a integridade física ao longo de temporadas completas.

A frequência de afastamentos — sete registros em pouco mais de dois anos — é significativa. Enquanto alguns afastamentos são breves (relacionados a fadiga ou doença), os principais episódios de lesão estrutural (fratura, lesão muscular, lesão articular) totalizam semanas substanciais de inatividade, afetando diretamente a participação de Pulgar nas competições do clube.

O que o histórico indica para o futuro

O histórico de Erick Pulgar impõe desafios claros ao Flamengo na gestão do atleta. A lesão atual no ombro é classificada como um episódio novo — não há registro anterior de problema naquela articulação — mas ocorre em momento em que o jogador ainda não havia completamente estabilizado sua condição física após as cirurgias e afastamentos prolongados de 2025.

O padrão de recorrência no pé direito, em particular, sugere que protocolos de reabilitação e prevenção específicos naquela região podem necessitar de revisão. A segunda fratura do quinto metatarso, apesar de ocorrer em contexto de competição internacional, levanta questões sobre a adequação do fortalecimento e da distribuição de carga em atletas com histórico de lesão prévia no mesmo local.

Para o presente, o retorno de Pulgar da lesão no ombro será monitorado com atenção. O clube informou que liberará o jogador apenas quando não estiver mais sentindo dores — postura conservadora que, diante do histórico, é justificada. O impacto na escalação do Flamengo nas próximas semanas, especialmente na Libertadores, dependerá do tempo efetivo de recuperação e da confiança que comissão técnica e departamento médico terão em sua integridade física.

O histórico de Erick Pulgar no Flamengo é, portanto, marcado menos por um tipo específico de fragilidade e mais por uma vulnerabilidade geral à lesão — seja estrutural, muscular ou articular. A recorrência no pé direito é o sintoma mais evidente, mas o quadro completo aponta para um atleta que enfrenta desafios significativos em manter a continuidade física ao longo de uma temporada completa, realidade que o clube precisará considerar na sua estratégia de utilização e prevenção.