João Victor recusa Parma e reforça estratégia do Flamengo de valorização

O Flamengo recusou uma proposta do Parma por João Victor e mantém o zagueiro de 19 anos no clube. A oferta italiana chegou a €10 milhões fixos, €2 milhões em bônus e 10% de mais-valia em futuras vendas, mas o Mais Querido optou por não negociar naquele momento.

A recusa reforça uma linha de ação clara da diretoria: manter o defensor e apostar em sua evolução para sustentar uma negociação em patamar significativamente mais alto no mercado europeu. O cenário não é isolado — o clube já havia barrado ofertas do Ajax (€8 milhões) e do Grupo City (€10 milhões) pelo mesmo jogador.

O jovem zagueiro em alta no mercado europeu

João Victor é formado nas categorias de base do Flamengo e começou a ganhar espaço no time profissional de forma consistente. Até o momento, soma 14 partidas pela equipe principal e ganhou visibilidade adicional ao se tornar capitão da Seleção Sub-20, que disputará o Sul-Americano em janeiro de 2027. A competição funciona como vitrine para o atleta diante de clubes europeus interessados em seu perfil.

Durante a passagem de Leonardo Jardim por Portugal com o time, João Victor foi titular em três partidas e ajudou a consolidar seu papel no elenco profissional. Essa sequência contribuiu para que ele chamasse atenção de grandes clubes do Velho Continente, transformando-o em alvo constante de investidas internacionais.

O monitoramento do mercado europeu coloca pressão na estratégia do Flamengo. Propostas consecutivas indicam que agentes e diretores técnicos estrangeiros enxergam potencial real no defensor e buscam arrematá-lo enquanto ainda é jovem e seu preço não dispara definitivamente.

Aposta em valorização futura sustenta recusas

Luiz Eduardo Baptista, presidente do Mengão, sustenta publicamente a linha de recusar essas ofertas. A expectativa da diretoria é que João Victor se consolide como peça importante na equipe principal nos próximos meses e anos, elevando seu valor de mercado de forma orgânica. Quando chegar o momento de vender, o clube espera extrair retorno financeiro significativamente superior aos valores já propostos.

Essa postura reflete um movimento mais amplo no departamento de futebol. O Flamengo concretizou duas grandes negociações nesta janela de transferências — Gonzalo Plata foi vendido ao Dínamo de Moscou por €12 milhões (R$ 72,5 milhões à vista) e Wallace Yan seguiu para o Red Bull Bragantino por €6 milhões (R$ 38 milhões referentes a 70% dos direitos). As duas operações somaram R$ 110,5 milhões e elevaram a arrecadação total do clube a R$ 184,5 milhões nesta janela.

Com esse montante já arrecadado, a instituição sinalizou não pretender vender mais neste período. A decisão de manter João Victor está alinhada com essa postura: o clube encerrou seus principais negócios e agora protege seus ativos em desenvolvimento para futuras e mais lucrativas operações.

O cenário atual também reflete confiança editorial na capacidade de retorno que João Victor pode gerar. Diferentemente de jogadores que chegam ao clube já prontos, o defensor nascido em 2007 segue em curva ascendente de rendimento. A expectativa interna é que essa progressão, aliada ao seu papel de capitão pela Seleção Sub-20, aumente o interesse europeu e, consequentemente, o patamar das propostas futuras.

A recusa do Parma, portanto, não é apenas um não a uma oferta específica. É reafirmação de uma estratégia maior: o Flamengo segue apostando que a permanência de seus jovens talentos — consolidados no time e na Seleção — gerará mais valor para o clube a médio e longo prazo do que aceitar propostas que, embora significativas, ainda não refletem o potencial real dessas peças.