Lucas Paquetá recebeu críticas pela atuação no empate por 0 a 0 entre Flamengo e Estudiantes, na ida da semifinal da Libertadores em La Plata. O meia foi alvo de análises negativas sobre seu desempenho e também se envolveu em um lance polêmico que rendeu cartão amarelo, sem intervenção do VAR na arbitragem do paraguaio Juan Gabriel Benítez.
Após o jogo, Paquetá saiu em sua defesa. “Cara, eu protegi a bola. Eu sou um cara físico. Quem vê o jogo percebe que eu coloco o meu corpo em todas as divididas. Eu levantei o braço”, afirmou o jogador sobre o lance que gerou a reclamação. A jogada em questão envolveu contato com o rosto de um adversário, um dos pontos de tensão em uma partida marcada por faltas e falta de fluidez ofensiva do lado rubro-negro.
O jogador também ponderou sobre as dificuldades impostas pelo confronto. “Foi um jogo difícil, sem dúvida alguma. É uma equipe qualificada do outro lado, jogando em casa, e a gente soube respeitar isso também”, completou Paquetá, reconhecendo o peso de jogar na altitude de La Plata contra um time organizado taticamente.
O empate e a ausência de criatividade ofensiva
O Mais Querido não conseguiu gerar ocasiões claras de gol durante toda a partida. A nação rubro-negra viu o time sair de La Plata sem nenhum remate ao gol, um indicativo da dificuldade ofensiva enfrentada contra a defesa fechada do Estudiantes. O resultado mantém a qualificação para a final em aberto e desloca a decisão para o Maracanã.
Leonardo Jardim, técnico do Mengão, não poupou críticas à arbitragem após o apito final. O treinador afirmou que “o árbitro não deixou jogar” e apontou Juan Gabriel Benítez por não controlar adequadamente as faltas cometidas pelo time argentino. A falta de firmeza arbitral foi citada como fator que prejudicou a fluidez do jogo e a criatividade das equipes, especialmente a do Flamengo.
O lance envolvendo Paquetá ocorreu em meio a esse ambiente tenso e repleto de contestações. O cartão amarelo aplicado ao meia causou questionamento entre os torcedores sobre se deveria ter sido punição mais severa ou simplesmente não marcada. A ausência de intervenção do VAR manteve a decisão do árbitro de campo, mas não impediu o debate sobre o ocorrido.
A decisão no Maracanã
O empate sem gols deixa tudo aberto para a volta. O Flamengo retorna ao Maracanã sabendo que apenas a vitória garante a classificação para a final da Libertadores. Uma derrota elimina o time, enquanto novo empate leva a disputa para os pênaltis — cenário que qualquer um dos dois times pode reverter a seu favor.
Para Paquetá e seus companheiros, a partida de volta representa uma oportunidade de redemção. O meia terá chance de exibir melhor desempenho diante da torcida do Mengão e ajudar a equipe a avançar. A Nação rubro-negra espera um Flamengo mais criativo e efetivo na finalização do que mostrou em La Plata.
O confronto evidenciou que o futebol do Estudiantes, organizado e defensivo, consegue neutralizar o Flamengo quando o jogo não flui. Cabe agora ao técnico Leonardo Jardim e seus jogadores — incluindo Paquetá — encontrarem soluções táticas para quebrar a resistência argentina dentro do estádio do Mais Querido, onde o apoio da torcida pode fazer diferença no resultado final.

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