O dito pelo não-dito
Convenhamos: esta não foi a melhor semana para a Nação Rubro-Negra, mesmo com o Flamengo não tendo entrado em campo nos últimos dias, o que, por si só, já é uma notícia ruim. Vieram outras notícias que não nos agradaram. A primeira delas é a contusão de Lucas Paquetá no tenso jogo entre Brasil e Japão na Copa do Mundo.
Até acho que Paquetá deixou a desejar neste último jogo da Seleção Brasileira, em que pese ter o favorável argumento de que, logo no início do jogo, sofrera uma pancada. Mas o fato é que, independentemente do que aconteça com nossos jogadores selecionáveis, bem ou mal, se a Seleção Brasileira fracassar adiante, os antis culparão a gente, culparão os jogadores do Flamengo, culparão o Zico, o Zizinho, a Dona Zilá, o Galvão Bueno e etc. E que se danem os antis, pois a verdade é uma só e esse papo de “verdade real” e “verdade formal” só existe para os jurisconsultos.
A segunda má notícia é que, contrariando 100% dos torcedores, a diretoria rubro-negra decidiu, ao menos por ora, estagnar as discussões sobre a proposta de venda do Emerson Royal. Quando a vida nos dá certas oportunidades, temos que agarrá-las com garras de águia e não soltar mais!
Assim, aguardo uma explicação contábil, fiscal, desportiva, matemática e até mesmo astrológica para a recusa da excepcional oferta do Aston Villa.
Sabor Libertadores
O Flamengo, geralmente, tem ótimo histórico contra times de camisa feiona com faixa transversal no peito. Cito: Vasco, River Plate, Seleção Peruana e Rayo Vallecano. Não sei se já enfrentamos a Seleção Peruana e o Rayo Vallecano alguma vez, mas certamente venceríamos.
Com base nesta crença estética, o primeiro adversário da intertemporada portuguesa foi escolhido a dedo: o River Plate, time argentino que nos traz a doce e maravilhosa lembrança daquele Vinte e Três de Novembro de Dois Mil e Dezenove – com letras iniciais maiúsculas mesmo!
Antes de falar do jogo mais importante do dia no calendário do futebol mundial, acho importante o Flamengo realizar amistosos antes do retorno dos campeonatos, pois assim o elenco ganha ritmo (só não pode gerar lesão). E justamente pela falta de ritmo, o Jorginho defecou no primeiro gol do River. Depois disso, o goleiro argentino virou Neuer, como de costume, Lino e BH guardaram e o River empatou de novo.
Não sei se o jogo estava animado no 1º tempo ou se os times estavam em modo tartaruga, “fate l’amore, non fate la guerra“. Acho que ambas as coisas. No 2º tempo, Wallace Yan deu uma de Wallace Yan, Lorran entrou bem, muitos gols perdidos e, no final, um jogo bom, para matar a saudade.
A espera acabou e ainda teremos mais, quarta-feira e sábado, no Algarve; depois, o elenco desembarca aqui em Brasília para enfrentar o Olímpia, novamente com um leve “sabor Libertadores”.
Isto posto,
Saudações Rubro-Negras!

Ricardo Santoro Nogueira, 39 anos, casado, nascido em Brasília/DF, é advogado e exageradamente flamenguista. Herdou de seu pai este viciante hábito de ocupar 90 min. assistindo ao Mais Querido. É fã de Zico, Adriano, Arrascaeta e Bruno Henrique, entre outros que também mereceriam destaque. Quase morreu em 2019, mas passa bem.