Lucas Paquetá se apresentou ao Flamengo no Ninho do Urubu para dar continuidade ao tratamento de uma lesão de grau dois na coxa esquerda, antecipando seu retorno das férias. A decisão reflete a urgência em recuperar o meio-campista para os compromissos rubro-negros, especialmente a sequência da Libertadores, onde a participação do jogador ainda é tratada como incerta.
A lesão ocorreu durante o jogo contra o Japão, na segunda fase da Copa do Mundo. De acordo com a confirmação da CBF, Paquetá sofreu uma pancada na região posterior da coxa esquerda no início do confronto, e o incômodo agravou-se ao longo do primeiro tempo. Ele deixou o campo no intervalo, auxiliado por Neymar e Endrick, e teve a gravidade da lesão confirmada por exames de imagem realizados em seguida. A previsão médica é de aproximadamente um mês de recuperação.
Estando nos Estados Unidos com a família após a eliminação da Seleção Brasileira, Paquetá optou por não cumprir integralmente as férias garantidas por lei. Em vez disso, retornou ao Brasil antecipadamente para intensificar o processo de reabilitação no clube. Essa decisão alinha-se ao protocolo que o Flamengo já havia estabelecido: atletas que precisassem de trabalhos físicos intensos durante o período de recesso foram autorizados a retornar mais cedo.
Plano de recuperação e perspectivas
O Ninho do Urubu conta com estrutura adequada para o trabalho contínuo de recuperação. Paquetá não está sozinho nesse processo: outros jogadores, como Arrascaeta, também anteciparam a volta ao clube para dar prosseguimento a trabalhos de condicionamento físico. Essa estratégia permite ao Flamengo maximizar o tempo disponível antes dos compromissos que virão pela frente.
A gravidade da lesão de grau dois coloca em perspectiva um cenário delicado. Em abril, Paquetá havia sofrido um edema no tendão da mesma coxa esquerda, afastando-o por quase um mês. Dessa vez, a lesão é mais severa, e a recuperação dependerá não apenas da evolução clínica, mas também da resposta do corpo ao tratamento intensivo. Os médicos do clube monitorarão o progresso através de avaliações periódicas e exames de imagem conforme necessário.
O próximo compromisso do Flamengo na Libertadores está previsto para agosto, diante do Cruzeiro. Essa é a janela dentro da qual o Flamengo espera contar com Paquetá, embora a participação ainda seja tratada como expectativa condicionada à evolução da lesão. Um retorno apressado poderia comprometer a integridade física do jogador e criar um novo risco de reincidência.
Impacto econômico e compensação da FIFA
O Flamengo já se move para viabilizar uma solicitação de compensação financeira junto à FIFA através do Programa de Proteção de Clubes. Esse mecanismo foi criado para compensar instituições que cedem atletas às seleções durante períodos de pausa internacional e sofrem prejuízos econômicos em decorrência de lesões.
Se o afastamento de Paquetá ultrapassar 28 dias, o clube rubro-negro tem direito a uma indenização que pode chegar a 7,5 milhões de euros, equivalente a aproximadamente R$ 44 milhões. O valor reflete tanto a importância do jogador para o elenco quanto o impacto de sua ausência em competições decisivas.
A diretoria mantém contato ativo com a CBF para acompanhar a evolução clínica e documentar adequadamente o período de afastamento. A compensação não é automática — exige comprovação médica, registro oficial da lesão e cumprimento dos prazos estabelecidos pelo regulamento FIFA. O Flamengo trabalha para garantir que todos os requisitos sejam preenchidos.
Enquanto isso, outros jogadores convocados pela Seleção, como Léo Pereira, Danilo e Alex Sandro, seguem integrados aos trabalhos do Flamengo sem maiores preocupações médicas, permitindo ao clube manter a sequência de sua preparação para os próximos objetivos.

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