Lucas Paquetá sofre lesão de grau dois e Flamengo busca indenização na FIFA

Lucas Paquetá sofre lesão de grau dois na coxa esquerda e deve ficar afastado por aproximadamente um mês. A confirmação da CBF chega horas após exames realizados no contexto da Copa do Mundo, e o impacto é duplo: atinge a sequência da Seleção Brasileira no torneio e, mais imediatamente, o retorno do meio-campista ao Flamengo.

O problema ocorreu durante a vitória do Brasil contra o Japão na segunda fase do torneio. Cahê Mota, do Globo Esporte, cravou o cenário: “A lesão na coxa é grau dois e o prazo de recuperação é de aproximadamente um mês.” Nenhuma data específica para retorno foi divulgada pela confederação, deixando em aberto tanto a permanência na Copa quanto o calendário do Mengão.

O timing é especialmente delicado. Paquetá estava em trajetória de destaque no torneio — havia liderado o ranking de desempenho da Copa do Mundo após dar assistência na vitória sobre o Haiti na segunda rodada. Sua progressão no torneio e no desempenho pessoal reforçavam seu valor para a sequência da competição, antes do incidente contra os japoneses interromper essa sequência.

Flamengo ativa pedido de compensação à FIFA

O Flamengo já se move para viabilizar uma solicitação de compensação financeira junto à FIFA. O processo se enquadra no Programa de Proteção de Clubes, mecanismo criado pela entidade para compensar as instituições que cedem atletas às seleções durante períodos de pausa internacional — e que, por razões de lesão, sofrem prejuízos desproporcionais.

A solicitação pode ser acionada após 28 dias de afastamento comprovado. Se Paquetá permanecer fora por mais de um mês, o clube rubro-negro tem direito a uma indenização que pode chegar a 7,5 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 44 milhões. O valor reflete a importância do jogador para o elenco e o impacto econômico de sua ausência em competições do clube.

A diretoria mantém contato ativo com a CBF para acompanhar a evolução clínica e documentar o período de afastamento. A compensação não é automática — exige comprovação médica, registro oficial da lesão e cumprimento dos prazos estabelecidos pelo regulamento FIFA. O Mengão trabalha para garantir que todos os requisitos sejam cumpridos.

Impacto na Copa e no calendário rubro-negro

A lesão de Paquetá cria um vazio imediato na engrenagem da Seleção Brasileira em um momento crítico do torneio. Com a seleção já avançada para a segunda fase, a ausência do meio-campista força ajustes táticos e tira do elenco um jogador que vinha em rendimento crescente — seja pela qualidade das assistências ou pela capacidade de criar oportunidades.

Para o Flamengo, o cenário é mais complexo. O clube cede Paquetá para a Copa do Mundo esperando seu retorno íntegro. A lesão não apenas afasta o jogador da seleção, mas também causa ruptura no planejamento de pré-temporada e nas primeiras rodadas do retorno ao Campeonato Brasileiro. Um mês de recuperação coloca em risco sua disponibilidade para jogos decisivos logo após o término da Copa.

O Mais Querido emitiu comunicado oficial desejando boa recuperação ao meio-campista e reafirmando seu compromisso com a reabilitação completa do atleta. O tom, porém, não mascara a realidade: Paquetá era peça-chave para os planos do clube na segunda metade de 2026.

A sequência agora depende de dois fatores: o tempo de recuperação real, que pode variar além da estimativa de um mês, e a documentação formal que permitirá ao clube ativar o pedido junto à FIFA. O Flamengo segue em contato com a CBF para garantir que todo o processo seja registrado corretamente desde agora.