Pedro marcou duas vezes no clássico entre Flamengo e Fluminense, neste domingo (12) no Maracanã, ajudando o time rubro-negro a vencer por 2 a 1. Um dos gols foi especial: de peito, sua sétima marca desta forma com a camisa do Flamengo. O destaque principal da noite foi atingir 162 gols pela história do clube, ultrapassando Gabigol e consolidando-se como o artilheiro do Flamengo no século 21.
O gol de peito foi marcado no segundo tempo, durante o jogo contra o rival tricolor. Trata-se da oitava vez na carreira de Pedro que ele marca dessa forma — uma marca que revela o domínio técnico e a variedade de recursos ofensivos do centroavante. Dos oito gols de peito, sete foram com o Manto Sagrado. Apenas uma vez Pedro marcou de peito por outro clube: pelo Fluminense, em 2018, quando o time perdeu para o Botafogo por 2 a 1 no Brasileirão.
No primeiro tempo, Pedro já havia marcado de forma diferente. O goleiro Fábio cometeu erro na saída de bola e facilitou para que o camisa 9 acertasse um chute de longe. Esse gol, que aumentou a vantagem para 2 a 0, demonstrou a vulnerabilidade defensiva do Fluminense e a frieza de Pedro diante da meta.
A trajetória de Pedro como artilheiro do século
A chegada aos 162 gols marca uma conquista significativa na história recente do Flamengo. Pedro, que está no clube desde 2020, tem elevado consistentemente sua produção a cada temporada. Seu melhor ano foi 2023, quando marcou 35 gols em 61 partidas. Em 2026, já soma 10 gols, seguindo um ritmo acelerado desde o início da temporada.
Ao ultrapassar Gabigol, que ficou com 161 gols, Pedro não apenas se torna o artilheiro do Flamengo no século 21, mas também reafirma seu status como uma das principais referências ofensivas do futebol brasileiro. A diferença entre os dois atacantes é mínima, mas decisiva: ela representa a consistência de Pedro ao longo dos últimos anos e sua evolução como centroavante.
Historicamente, Pedro já é o sexto maior goleador da história do Flamengo. Acima dele estão apenas Zico (508 gols), Dida (253), Henrique Frade (214), Pirillo (209) e Romário (204). Considerando que alguns desses nomes atuaram em épocas com campeonatos diferentes e durações variadas, o feito de Pedro é ainda mais notável. Em seis anos, ele conquistou uma posição que alguns jogadores levaram décadas para alcançar.
Técnica, variedade e consistência
O gol de peito de Pedro neste domingo não é apenas um número a mais. Ele ilustra uma qualidade que define o atacante: a capacidade de marcar de diferentes formas. Não é um centroavante que depende exclusivamente de um tipo de lance. Com a cabeça, com o pé direito, com o pé esquerdo, de peito — Pedro oferece ao Flamengo múltiplas possibilidades ofensivas.
Seus sete gols de peito pelo Flamengo foram distribuídos ao longo de diferentes temporadas e adversários, indicando que se trata de uma estatística consistente. Eles representam momentos em que a bola chegou naquele espaço específico e Pedro soube finalizá-la com qualidade. Essa versatilidade torna o camisa 9 um ativo valioso para qualquer tática que o Flamengo queira empregar.
Os gols de peito de Pedro pelo Flamengo foram marcados contra: Juventude (Brasileirão 2024), Vasco (Brasileirão 2024), Portuguesa (Carioca 2023), Red Bull Bragantino (Brasileirão 2022), Volta Redonda (Carioca 2021), Bahia (Brasileirão 2020) e agora Fluminense (Brasileirão 2026). A sequência demonstra que a técnica de Pedro transcende a qualidade do adversário.
Próximos passos: Libertadores à vista
Com Pedro em forma e batendo recordes, o Flamengo terá seu melhor arsenal ofensivo para os próximos desafios. Na quinta-feira (16), o time rubro-negro enfrenta o Independiente Medellín pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, novamente no Maracanã e com início marcado para as 21h30. Pedro, que já demonstrou sua capacidade ofensiva no clássico, será peça fundamental para a campanha continental do clube.

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