O gol de Plata que garantiu a classificação do Equador para as oitavas de final da Copa do Mundo 2026 também encheu o cofre do Flamengo. O atacante rubro-negro marcou na sexta-feira (26) o tento que levou a seleção equatoriana à próxima fase, completando a contribuição dos nove atletas flamenguistas que estão gerando uma arrecadação significativa para o clube com a participação no torneio.
De acordo com cálculos divulgados, o Mais Querido receberá aproximadamente R$ 6,95 milhões da FIFA pela cessão desses nove jogadores. O valor é resultado de uma fórmula que a entidade internacional utiliza: multiplica-se o número de dias que cada atleta permanece em competição pelo valor diário fixado para cada confederação.
Como o Flamengo arrecada com seus atletas na Copa
O Brasil, com quatro jogadores do Flamengo em seu elenco — Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá — representa a maior receita. A Confederação Brasileira recebe R$ 100 mil por dia e por jogador cedido. Com 32 dias até o fim da fase de grupos (quando a maioria dos países é eliminada ou continua), o total chega a R$ 3,2 milhões para o Mengão.
O Uruguai, com Arrascaeta, De La Cruz e Varela — três peças importantes no elenco rubro-negro — contribui com R$ 2,175 milhões. A confederação oriental tem uma taxa diária de R$ 75 mil por atleta, e acumula 29 dias de participação até a conclusão da fase inicial.
Plata e seu gol decisivo representam uma receita menor, mas simbólica. O Equador recebe R$ 25 mil diários por jogador, totalizando R$ 700 mil pelos 28 dias de permanência do atacante na competição. A Colômbia, país de Jorge Carrascal, segue na mesma faixa com R$ 25 mil diários, acumulando R$ 875 mil com 35 dias de permanência até o momento — a seleção colombiana ainda tem partida pendente contra Portugal no sábado (27).
Uma vantagem competitiva para o Mengão
O Flamengo é a equipe brasileira com o maior número de convocados nesta Copa do Mundo. O Palmeiras, segundo colocado, tem sete atletas no torneio. O Atlético-MG fecha o top-3 com quatro jogadores. Essa distribuição coloca o clube da Gávea em posição privilegiada para maximizar a receita com a participação de seus atletas em competições internacionais.
O cálculo apresentado pela reportagem considera apenas os períodos até o encerramento da fase de grupos, já que apenas a seleção brasileira, até o momento, tinha data garantida para continuar após essa etapa. A Amarelinha enfrenta o Japão na segunda-feira (29), às 14h, em horário de Brasília.
A situação do Uruguai é delicada. Com Arrascaeta, Varela e De La Cruz, o país enfrenta a Espanha nesta sexta-feira (26) em um duelo que pode ser decisivo para sua permanência no torneio. Um resultado negativo elimina a Celeste da competição. O Equador, por sua vez, já garantiu sua vaga entre os oito melhores terceiros colocados, ficando agora na espera para conhecer seu adversário nas oitavas.
A Colômbia, país de Carrascal, já está classificada. O jogador rubro-negro participa de um elenco que venceu Uzbequistão e Congo, garantindo presença nas próximas etapas. O time só definirá sua posição exata no Grupo K quando enfrentar Portugal no sábado, em Miami.
Essas receitas, embora possam parecer complementares comparadas aos orçamentos de um clube grande, representam uma fonte importante de recursos para o Flamengo. A participação de atletas de qualidade em competições internacionais de alto nível gera não apenas visibilidade global do clube, mas também retorno financeiro direto através dos acordos da FIFA com as confederações.
O gol de Plata que garantiu o avanço do Equador será lembrado não apenas como um momento importante para a seleção equatoriana, mas também como uma contribuição concreta para os cofres do Mengão em um ano em que o clube busca otimizar suas receitas e investimentos na estrutura.

Edmilson Lani é o responsável editorial do Flamengo RJ. Atua na curadoria, revisão e publicação de conteúdos do site, acompanhando de perto o noticiário do clube, os bastidores, o mercado da bola, os jogos e as análises do dia a dia. O site também utiliza fluxos de automação e ferramentas de apoio editorial no processo de produção, sempre sob supervisão humana sobre o conteúdo publicado.