Bap cogita acionar a Justiça por conta de possível compra da SAF do Vasco

O clima no futebol brasileiro esquentou após declarações do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap. O mandatário rubro-negro subiu o tom ao comentar as negociações envolvendo a potencial venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama, sugerindo que o clube da Gávea pode recorrer aos tribunais caso a operação avance nos moldes especulados.

O cerne da contestação de Bap gira em torno de Marcos Faria Lamacchia, enteado de Leila Pereira (presidente do Palmeiras e da Crefisa), que está à frente das conversas para adquirir o controle do futebol vascaíno. Para o dirigente do Flamengo, a transação desenha um claro conflito de interesses, dada a forte influência e o poder financeiro que a família da mandatária palmeirense possui no cenário nacional.

“Se forçarem uma barra nisso, vamos na Justiça novamente. Porque a lei é para ser cumprida”, disparou Bap em entrevista concedida ao Charla Podcast. Apesar das críticas ao formato do negócio, ele ponderou que uma melhora institucional do rival seria positiva. “Para o futebol carioca ter um Vasco forte é excepcional. O Vasco é um dos maiores clubes do Brasil, é importante estar em uma situação melhor. Não é legal [a forma como está sendo feito]”, completou.

O presidente flamenguista também chamou a atenção para um aporte financeiro anterior feito pela Crefisa ao clube cruz-maltino — um empréstimo estimado em R$ 80 milhões —, levantando dúvidas sobre as garantias atreladas ao acordo e a lisura de todo o processo.

As reações de Vasco e Leila Pereira

A postura de Bap repercutiu rapidamente. De forma indireta, o presidente do Vasco, Pedrinho, rebateu os questionamentos do rival, enfatizando que a instituição possui total autonomia e independência para gerir suas finanças e tomar decisões sobre o futuro de sua SAF.

Por outro lado, Leila Pereira já havia se manifestado publicamente para esclarecer a situação. A presidente do Palmeiras confirmou que seu enteado está conduzindo as tratativas com o Vasco, mas ressaltou que não possui nenhuma participação no negócio, garantindo que ele atua de maneira 100% independente no mercado financeiro.