Por interferência política, CBF “esquece” clubes e permite venda de mando de campo, diz jornal

Os clubes decidiram por vetar a venda de mando de campo no próximo Campeonato Brasileiro, mas a CBF voltou atrás e permitirá tal artifício. A informação é do ​blog CB Poder, do jornal ​Correio Braziliense.

Segundo consta, “no último sábado, o governador Ibaneis Rocha (do Distrito Federal) pegou o avião particular e foi ao Rio de Janeiro reverter a decisão que impedia a mudança de mando de campo no Campeonato Brasileiro. Conseguiu. O pedido foi atendido, desde que sejam seguidas algumas regras, como a necessidade de comunicar com 30 dias de antecedência onde será a partida, para regular o negócio”.

Brasília, capital do país, seria um dos locais mais prejudicados pela impossibilidade de se vender mando de campo. Como a cidade não tem times na primeira divisão, o estádio Mané Garrincha, em muitas oportunidades, já foi palco de partidas principalmente de equipes cariocas. Estas levavam seus compromissos para lá em troca de uma verba garantida independentemente da renda. Além disso, por conta do alto número de torcedores desses clubes na região, outros times acabavam deixando de jogar em suas casas para transferir o local do confronto também com a certeza de receber um bom dinheiro. 

Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Red Bull Bragantino, Bahia, Coritiba, Sport e Athletico-PR foram contra a venda de mando. Os demais clubes se dividiram entre permitir esta ação e uma proposta intermediária. O regulamento do Brasileirão, porém, abre brecha para “manobras”. No parágrafo único do artigo 22, está escrito: “O clube que queira deslocar partidas para outras praças deverá, com 30 (trinta) dias de antecedência, demonstrar que, de maneira nenhuma, esta prática representa: (i) prejuízo ao equilíbrio técnico da competição; (ii) prevalência do interesse econômico particular do clube, em detrimento dos aspectos técnicos da competição; (iii) prejuízo da presença dos torcedores do clube mandante no estádio escolhido; (iv) privilégio de qualquer natureza em favor do clube adversário, como inversão ou comercialização do mando de campo; entre outros aspectos a serem avaliados pela DCO”.

Fonte: https://www.90min.com/pt-BR/posts/6570547-por-interferencia-politica-cbf-esquece-clubes-e-permite-venda-de-mando-de-campo-diz-jornal?utm_source=RSS