O Flamengo conquistou uma vitória importante contra o Fluminense por 2×1 na 11ª rodada da Série A, em partida disputada fora de casa no domingo, 12 de abril. Apesar de ter apenas 41% de posse de bola e 404 passes contra 574 do adversário, o Rubro-Negro foi letal na finalização: 9 chutes no gol contra 5 do tricolor. Pedro marcou duas vezes, ambas assistido por Samuel Lino, consolidando uma atuação de eficiência ofensiva que resume bem o padrão de desempenho do time neste início de competição.
Ataque: Eficiência em doses letais
O Flamengo chegou aos 17 chutes no total, apenas um a menos que o Fluminense, mas fez uma diferença substancial na qualidade das finalizações. Com 9 chutes que encontraram a meta, o Rubro-Negro converteu uma taxa de eficiência de 53% em relação aos chutes tentados — um índice muito acima da média. O Fluminense, apesar dos 16 chutes, conseguiu apenas 5 chutes no gol, revelando dificuldades claras na construção de oportunidades de qualidade.
Pedro foi o destaque absolutamente dominante do ataque flamenguista, marcando duas vezes no intervalo de apenas 13 minutos: uma aos 7 minutos do primeiro tempo e outra aos 6 minutos do segundo tempo. Ambos os gols contaram com a participação de Samuel Lino na assistência, revelando uma boa sintonia entre os dois jogadores naquela faixa do campo. O tricolor respondeu apenas com um gol de J. Savarino aos 31 minutos do segundo tempo, insuficiente para ameaçar realmente a vitória do Rubro-Negro. Em termos de escanteios, o Fluminense conseguiu mais oportunidades (5 contra 2 do Flamengo), mas não converteu esse domínio em vantagem no placar.
Defesa: Solidez apesar das adversidades no final
A defesa flamenguista enfrentou um Fluminense ofensivo, que distribuiu 14 faltas durante toda a partida contra 11 do Rubro-Negro. O tricolor aproveitou para aplicar 2 cartões amarelos (Martinelli aos 38 minutos do segundo tempo e R. Castillo aos 89 minutos), evidenciando uma postura mais dura e contestadora conforme a partida progrediu. Apesar de sofrer 5 escanteios, o Flamengo manteve a linha defensiva organizada o suficiente para impedir que o Fluminense tivesse acesso claro à meta de Agustín Rossi. O goleiro rubro-negro não precisou fazer defesas espetaculares, refletindo um trabalho sólido da zaga nos momentos críticos.
No entanto, o final da partida ficou marcado por uma escalada na tensão. O Flamengo acumulou 3 cartões amarelos nos últimos minutos (Luiz Araújo, Bruno Henrique e Evertton Araújo aos 90′), além de um cartão vermelho para J. Carrascal também aos 90 minutos. Esse acúmulo de admoestações sugere que o tricolor tentou forçar o empate com mais agressividade quando já estava perdendo, resultando em punições para o time que já havia conquistado a vitória.
Posse e construção: Economia de passes com resultado efetivo
O Fluminense dominou a posse de bola com 59% contra apenas 41% do Flamengo, além de ter completado 574 passes em relação aos 404 do Rubro-Negro. Apesar dessa diferença expressiva, a precisão de passes foi equilibrada: Flamengo atingiu 87% de acurácia enquanto o tricolor marcou 90%. Esses números revelam uma estratégia diferente entre os times — o Fluminense manteve mais a bola, tentou construir o jogo de forma mais paciente e controlada, mas o Flamengo, com menos posse, foi mais direto e objetivo nas suas transições.
A escolha tática de Leonardo Jardim de aceitar ter menos bola se provou acertada. Com a formação 4-2-3-1, o Rubro-Negro conseguiu estruturar transições rápidas que chegavam à meta com perigo — a taxa de 9 chutes no gol em apenas 17 tentativas comprova isso. O Fluminense, apesar de mais passes e mais posse, não conseguiu criar um padrão ofensivo suficientemente perigoso para contrapor a eficiência rubro-negra.
Os gols em detalhes
Gol 1 — Pedro, aos 7′ do 1ºT (assistência: Samuel Lino): O Flamengo abriu o placar muito cedo, logo nos minutos iniciais. Samuel Lino foi o criador da jogada, buscando Pedro que finalizou com precisão. Esse gol precoce mudou o tom da partida, colocando o tricolor em posição reativa imediatamente.
Gol 2 — Pedro, aos 6′ do 2ºT (assistência: Samuel Lino): Logo no reinício do segundo tempo, Pedro voltou a aparecer para ampliar a vantagem. Novamente assistido por Samuel Lino, o atacante rubro-negro mostrou frieza e oportunismo. Com dois gols em 13 minutos, Pedro consolidou sua dominância individual na partida e praticamente selou o resultado, ainda que restassem quase 40 minutos de jogo.
Gol do Fluminense — J. Savarino, aos 31′ do 2ºT: O tricolor descontou aos 31 minutos do segundo tempo através de J. Savarino, quando o placar ainda permitia esperança de reação. Mesmo com o gol de honra, não foi suficiente para alterar o resultado final.
Classificação: 2º lugar, com olhos na liderança
Com a vitória, o Flamengo alcançou 20 pontos em 10 partidas (6 vitórias, 2 empates, 2 derrotas) e ocupa a 2ª posição na Série A após 11 rodadas (Flamengo tem um jogo a menos que a maioria dos adversários). O saldo de gols é positivo: +8. Acima do Rubro-Negro, temos Palmeiras liderando com 26 pontos após empatar com o Corinthians fora de casa; Fluminense e São Paulo empatados com 20 pontos; O Flamengo está a 6 pontos do líder, que tem um jogo a mais.
Sequência recente: Solidez com alerta
Nos últimos 5 jogos, o Flamengo apresenta um desempenho irregular. A sequência é: vitória contra Cusco (0x2) na Libertadores em 08/04, vitória contra Santos (3×1) em 05/04, derrota para RB Bragantino (3×0) em 02/04, empate contra Corinthians (1×1) em 22/03 e vitória contra Remo (3×0) em 19/03. Isso totaliza 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota no período — um aproveitamento de 73,3%, muito sólido.
Em termos de gols, o Rubro-Negro marcou 11 gols e sofreu apenas 4 nos últimos 5 jogos, revelando uma grande capacidade ofensiva combinada com defesa consistente. O único problema foi a derrota categoricamente por 3×0 contra o RB Bragantino, que contrasta com os resultados positivos antes e depois. Esta vitória contra o Fluminense mantém o Flamengo em trajetória ascendente, ainda que a margem para os líderes continue exigindo concentração total para as próximas rodadas.

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