Na última sexta-feira (5), o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou que Flamengo e Fluminense serão os novos administradores do Maracanã pelos próximos seis meses, com possibilidade de extensão por mais um semestre até que se estabeleça uma nova licitação. A dupla substituirá a empresa privada que teve sua concessão cancelada ainda no mês de março, por conta de dívidas ativas que ultrapassam os R$ 38 milhões. Tal débito, no entanto, não é reconhecido pela concessionária.
Ao longo das últimas horas, os termos do acordo entre GERJ/Fla/Flu foram destrinchados pela imprensa esportiva. Levantou-se que a dupla carioca continuará tendo que pagar aluguel para atuar no estádio – cifras um pouco menores ao que se pagava à concessionária -, além de ter que arcar integralmente com os custos/despesas de manutenção e operação do Maracanã. Deste modo, fica o questionamento: este novo modelo será benéfico financeiramente para tricolores e rubro-negros? Qual será a margem de lucro neste arranjo para os clubes citados?
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A saída de um intermediário, no caso, a saída da empresa privada que ‘abocanhava’ fatias consideráveis das receitas dos clubes com os jogos no local, desponta como fator primário para que a dupla Fla-Flu tivesse interesse em tomar as rédeas da administração. Os clubes acreditam, portanto, que a inexistência de um intercessor faturando sobre bilheteria e outras receitas permitirá que ambos tenham mais lucro mandando jogos no Maracanã. Acontece que, por motivos óbvios, o novo modelo tende a beneficiar o Flamengo, que leva muito mais gente ao estádio do o Tricolor Carioca.
Receitas gerais e custos serão divididos igualmente entre Fla e Flu. O que impulsionará a arrecadação de cada um é a comercialização de bebidas/comidas e bilheteria, que irão diretamente para os cofres do clube mandante da partida. Como a capacidade de mobilização rubro-negra tem sido altíssima, o acordo tende a ser bem lucrativo ao clube da Gávea, e nem tanto ao time das Laranjeiras. Mas isso, obviamente, é um problema que diz respeito somente ao Fluminense, que terá que buscar novas estratégias/alternativas para voltar a lotar as arquibancadas.


Edmilson Lani é o responsável editorial do Flamengo RJ. Atua na curadoria, revisão e publicação de conteúdos do site, acompanhando de perto o noticiário do clube, os bastidores, o mercado da bola, os jogos e as análises do dia a dia. O site também utiliza fluxos de automação e ferramentas de apoio editorial no processo de produção, sempre sob supervisão humana sobre o conteúdo publicado.