Arrascaeta detona gramado do Maracanã após classificação: “Estamos sofrendo muito”

Arrascaeta não poupou críticas ao estado do gramado do Maracanã após o Flamengo garantir vaga na semifinal da Copa Libertadores com um empate por 1 a 1 contra o Independiente del Valle (EQU). O meia uruguaio, autor do gol de empate que classificou o Rubro-Negro, foi direto: o piso do Templo Sagrado está cada vez pior.

“Um jogo que se tornou difícil, a gente sabe que é um time que tem uma qualidade boa, mas a gente não pode permitir eles chegarem aqui e jogarem como aconteceu. Temos que se impor, mas para isso a gente precisa de um bom campo também”, disse Arrascaeta logo após o duelo.

A reclamação vai além da frustração do momento. Para o camisa 10 do Mengão, o problema é recorrente e compromete o rendimento do elenco. “Estamos sofrendo muito esses últimos jogos, o campo está cada vez pior, cada vez é mais difícil controlar a bola, tentar jogar rápido. Para sermos campeões, vai ter que procurar alguma solução. Não podemos permitir que, com o time que a gente tem, o campo não permite buscarmos a melhor versão”, completou.

O gol que veio da lama

A própria origem do gol que classificou o Clube da Gávea ilustra bem o problema. Rossi fez um lançamento longo, a bola quicou no gramado irregular, subiu a uma altura incomum e enganou o goleiro Quintana. Arrascaeta apareceu na área e só teve o trabalho de completar para as redes.

O meia uruguaio reconheceu a sorte no lance. “Eu sei que o Rossi gosta de jogar essa bola longa. Acreditei que ia passar do defensor. Acredito que o goleiro perdeu tempo na bola e fui feliz para completar o gol e ajudar o time”, analisou.

Rossi, por sua vez, também não deixou de reclamar. O goleiro argentino, que marcou presença decisiva na partida ao dar a primeira assistência da carreira, foi além das palavras convencionais ao descrever as condições do campo. As duas áreas, segundo ele, estão cheias de lama e dificultam o trabalho do camisa 1.

“Eu acho que o objetivo principal de hoje foi conquistado, que era a nossa classificação para ficar mais uma vez entre os melhores quatro da América. Depois, falar do campo, nem preciso falar, está na visão de todo mundo. Do jeito que a gente joga, é inacreditável a gente contar com um campo assim”, afirmou Rossi. “As duas áreas estão com lama. Ainda vai ter jogo na pausa da NFL, então eu espero que depois desse jogo o campo fique melhor”, acrescentou.

A luta de quarta de final com um homem a menos

O Flamengo sofreu bastante durante a partida. O Independiente del Valle abriu o placar no primeiro tempo com Reasco, aproveitando um toque impreciso de Rossi. Na etapa complementar, a situação ficou ainda mais complicada quando Jorginho recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.

Mesmo em desvantagem numérica e em um campo que, nas palavras dos próprios jogadores, prejudica o desempenho, o Mais Querido encontrou o gol e assegurou a classificação. Rossi elogiou o sacrifício do grupo diante das dificuldades.

“Depois, falando do jogo, é quarta de final, Libertadores, é assim, tem que saber sofrer. A gente fez uma boa diferença lá e o primeiro tempo a gente não encontrou um jeito de entrar na defesa deles. No intervalo corrigimos um pouco para começar a procurar um jogo por fora. Aí depois saímos da situação de ficar com um jogador a menos”, explicou o goleiro.

Lucas Paquetá também havia criticado o gramado após o apito final, reforçando um coro que cresce entre os jogadores rubro-negros. A preocupação agora é como o piso estará para os próximos compromissos.

O Flamengo enfrentará o Estudiantes (ARG) nas semifinais da Copa Libertadores em outubro, com as datas ainda a serem confirmadas pela Conmebol. Do outro lado da chave, Palmeiras e Fluminense disputam a segunda vaga na fase decisória. Antes disso, ainda há eventos programados no Maracanã, incluindo uma partida de futebol americano durante a pausa da Data FIFA, o que deixa em aberto a possibilidade de novos danos ao gramado.