É uma taça portuguesa, com certeza!
Vencemos o Torneio do Algarve. Já era esperado, sem falsa modéstia ou arrogância, considerando que o Benfica é um histórico freguês do Flamengo. Nunca perdemos para os lisboetas.
A vitória não nos deu apenas a taça do torneio amistoso – por sinal, um troféu bem horroroso, esteticamente, mas que acrescerá nossa abarrotada sala de troféus. Ao contrário, teve um leve sabor de vingança e da máxima de que “ninguém morre nos devendo”. Rememoro aos esquecidos que o Benfica foi o responsável por jogar o Bayern no colo do Flamengo, nas oitavas do Mundial do ano passado. Não era essa a lógica aguardada, embora quem quer ser campeão não pode escolher adversários.
A partida foi um pouco morna, mas teve alguns aspectos interessantes. O primeiro deles é a notória evolução de Samuel Lino, sua disposição e aplicação em fazer o melhor ao time. O segundo aspecto é que as fronteiras internas da América do Sul são kriptonita para Wallace Yan: incrível como nosso marrento rapaz gosta de fazer gols noutros continentes, contra adversários de rara procedência. Mas fazer gols não significa necessariamente jogar bem. WY fez o que se espera nessa sequência de amistosos, mas prefiro apostar minhas fichas no Lorran e no Joshua Tree.
“Ninguém morre nos devendo” – parte 02
E daqui a pouco o Flamengo busca nova revanche, desta vez contra o Olímpia, aqui em Brasília. Não irei ao estádio porque prefiro matar as saudades da narração do João Guilherme (??!??), já que a FlaTV irá transmitir o jogo, algo que espero que se torne corriqueiro para o público nacional.
O Olímpia foi quem cometeu aquela palhaçadinha em 2023, nos eliminando da Libertadores em um jogo que, a meu ver, teve grande contribuição negativa do goleiro Matheus Cunha e do nosso sistema defensivo aéreo. Mas 2023 foi um ano em que deu tudo errado e mais um pouco, então não serve de parâmetro nem para críticas.
Melhor que isso é lembrar que, na semana que vem, o Flamengo retorna à vera, já valendo três pontos no Brasileiro, contra a Chapecoense. Até lá, vamos curtindo o último amistoso, a grana da revenda do João Gomes lá na Inglaterra e as explicações furadas do Bap pela demissão do Filipe Luís.
Isto posto,
Saudações Rubro-Negras!

Ricardo Santoro Nogueira, 39 anos, casado, nascido em Brasília/DF, é advogado e exageradamente flamenguista. Herdou de seu pai este viciante hábito de ocupar 90 min. assistindo ao Mais Querido. É fã de Zico, Adriano, Arrascaeta e Bruno Henrique, entre outros que também mereceriam destaque. Quase morreu em 2019, mas passa bem.