E aí, Nação Rubro-Negra?!
Esperava chegar falando de mais uma vitória do GIGANTESCO Flamengo sobre aquele rival que agora só merece ser assim chamado pela História, não pelo Histórico, mas demos mole e ela não veio. Não acho que o time jogou mal. Talvez tenha faltado aquilo que todos nós sabemos: encarar o jogo (neste caso, a parte final) como fazem os adversários do Malvadão, como uma final de mundial. Acho (só acho) que nosso time pensou que os caras estavam fora de combate e eles na disposição (e só) conseguiram ganhar o jogo. “Hã? Hein? Oi? Eles não ganharam? Ué? Não brinca!”
E agora iniciaremos uma sequência importantíssima para as pretensões Rubro-Negras no ano. Faremos 4 (Ratifico: QUATRO) jogos fora dos nossos domínios por 3 competições diferentes: Independiente Medellín (Liberta), Grêmio (BR), Vitória (CdB) e Sinthético (BR). Jogar no campo do adversário é sempre difícil, eles se dedicam ao limite máximo, torcidas sempre prometem criar um clima hostil, etc., etc., etc. Dito isso, espero QUATRO EXPRESSIVAS VITÓRIAS! E #VamosFlamengo!
Mas, façamos como Jack (O Estripador): vamos por partes.
Amanhã contra o time colombiano poderemos sacramentar nossa classificação ao mata-mata da Libertadores. Ganhando abriremos 6 pontos do próprio Independiente, 3º colocado do grupo, e como faltarão 2 rodadas (6 pontos em disputa) e o critério de desempate é confronto direto, nossas 2 vitórias contra eles já nos garantiriam. Mas é óbvio que o Malvadão, com mais 2 partidas em casa, deverá finalizar no 1º lugar. Pela amostra do adversário no jogo do Maracanã, a vitória é mais do que viável, mas é futebol e não podemos/devemos contar com o ovo… É jogar, como dizia o JJ, “À Flamengo!” e que ela venha!
Já no domingo é o Grêmio. E, como citei o JJ, nossa memória afetiva recente vai nos remeter ao “Cincum?”, mas vou recuar um pouco mais. E precisarei falar não de um único jogo e sim de uma sequência que mostrou ao Brasil que o Flamengo Campeão Brasileiro, da Libertadores e do Mundo, exibindo um futebol de altíssima técnica e tática, era também um time de fibra, de raça e imposição. Bora?
Em 1982 o Campeonato Brasileiro (então denominado de Taça de Ouro) chegou à sua fase final com Mengão e Grêmio habilitados à decisão, que seria disputada em 2 ou 3 (em caso de empate na soma dos dois primeiros) jogos. Era uma época em que as escolas características de cada região, de cada time, eram facilmente identificadas. O Flamengo era um time de toque de bola. Já os times da Região Sul eram caracterizados pelo chamado “futebol força”, o que não significava que não jogassem bola. E o bom time do Grêmio deu trabalho.
No primeiro jogo, no Maraca, eles vieram em busca de um empate, que os deixaria a uma vitória em casa para levarem o título. Jogo mascado, Mengão em cima, oportunidades perdidas, eles fechados, ameaçando em raros contra-ataques, mas a emoção ficou reservada para o final. Eles fizeram 1×0 perto dos 40 do 2° e parecia que conseguiriam mais do que vieram buscar. Mas a Nação (público de 130k) respondeu nas “arquibancadas de cimento” e o time, comandado pelo Rei Arthur, em campo. E foi dele o gol de empate já quase no final do jogo. E a mídia: “Já era, não conseguiu vencer aqui, não vai ter como no Sul!” Mas “Isso Aqui é FLAMENGO!” (Jogo completo: https://m.youtube.com/watch?v=bylU5GpYVos)
O segundo foi uma aula de adaptação tática e técnica. O Mengão jogou, mas mostrou aos gaúchos que também sabia competir e ser “pesado” quando precisasse. Resultado: um 0x0 num jogo disputado, duro, difícil, mas que refletiu a luta pela bola, as poucas chances criadas e a forte marcação de ambos os lados. E esse jogo deu outro contexto à decisão. (Jogo completo: https://m.youtube.com/watch?v=nCxr_fSOrRE)
Na terceira partida, a impressão que deu é que o Grêmio sentiu. Não só o inesperado empate no Maracanã, depois de fazer um gol que parecia definitivo, quanto o jogo firme e consistente do Flamengo na segunda, onde conseguiu jogar bola sem ceder espaços. Ou seja, bateu neles o “Como conseguiremos ganhar desses caras?” Enquanto eles tentavam descobrir a resposta, aos 10min Zico dava uma caneta em Vilson Tadei e fazia mais uma das suas famosas enfiadas perfeitas de bola colocando Nunes na cara de Leão. O “João Danado”, o “Artilheiro das Decisões”, num visível nervosismo, tremendo igual vara verde (aos incautos: #ContémIronia), tocou na saída do goleiro e matou o jogo. “Matou? Mas ainda faltavam 80min! E depois do gol Jorge?” Depois o COLOSSAL Clube de Regatas do Flamengo reativou o modo futebol-força, se fechou, se defendeu, segurou o resultado e saiu do Olímpico campeão. (Jogo completo: https://m.youtube.com/watch?v=db1y0iyyKjc&pp=0gcJCVACo7VqN5tD)
Galera, escrever sobre esses jogos me transporta no tempo. Parece que estou revivendo aqueles momentos. Onde eu estava, quem estava comigo, o que eu sentia… Enfim, só há mais uma coisa a dizer: “Ô, saudade!”
#SemMais #SRN e #VamosFlamengo!
(PS: aqui deixo links das duas edições – completas – da Revista Placar, cujas imagens ilustram a coluna e que falam sobre os memoráveis jogos que decidiram o Campeonato Brasileiro de 1982. Vale a leitura: Placar Magazine – Google Livros / Placar Magazine – Google Livros)

Olá, Nação! Eu sou o Jorge Gomes, tenho 61 anos e me considero um Rubro-Negro raiz. Afinal, sou Flamengo desde o final dos anos 60 e frequentador do Maraca desde os 80s. Naqueles tempos, acompanhava o Flamengo e as carreiras dos nossos maiores ídolos por rádio, TV, jornais e revistas. Hoje continuo fazendo o mesmo usando também os novos dispositivos que temos disponíveis.