Rossi admitiu a pressão de atuar no Flamengo e se cobra internamente por qualquer falha, em entrevista ao ge.globo. O goleiro titular do Mengão falou sobre a rotina intensa de jogos e projetou a semifinal da Libertadores contra o Estudiantes, reafirmando seu compromisso com o clube até 2027.
A conversa aconteceu em clima de preparação para o duelo contra os argentinos, com o goleiro destacando que a frequência de partidas a cada três dias molda a forma como o atleta precisa se preparar. “A melhor forma de demonstrar para alguém como é o ambiente é a cada três dias nos jogos”, resumiu Rossi, ressaltando o impacto dessa realidade na sua concentração e tomada de decisão constante em campo.
Rossi chegou ao Flamengo em 2023, após assinar pré-contrato em janeiro e ser apresentado em julho. A estreia aconteceu em setembro daquele ano, momento a partir do qual se consolidou como titular da Nação rubro-negra. Na entrevista, o goleiro lembrou que a trajetória no clube teve altos e baixos — de ser considerado “vilão” em uma partida a “herói” em outra, refletindo a realidade de quem atua em um ambiente de alta exigência.
Autocrítica e análise pós-jogo com Thiago e Fabinho
Um dos pontos centrais da conversa foi a relação de Rossi com seus próprios erros. O goleiro deixou clara sua postura: “Eu, pessoalmente, sou o que mais me cobra se tenho algum tipo de falha ou ação que talvez pudesse ter feito melhor.” Essa autocrítica constante faz parte de seu processo de desenvolvimento no clube.
Para evoluir, Rossi destacou a importância do trabalho pós-partida. Ele reforçou que a análise de cada jogo tem papel relevante na evolução técnica e tática, citando especificamente o trabalho junto aos preparadores de goleiros Thiago e Fabinho. Esse acompanhamento personalizado tem sido fundamental para que se mantenha no alto nível exigido pelo Mais Querido.
A dedicação de Rossi à autocrítica não passa despercebida. Raul Plassmann, lenda no gol rubro-negro, havia defendido publicamente o goleiro, elogiando seu desempenho técnico e sua compostura. Plassmann destacou aspectos como a reposição de bola e a tranquilidade de Rossi, ressaltando que também cometeu falhas ao longo de sua carreira.
Foco na reta final e semifinal da Libertadores
Ao falar do momento atual, Rossi indicou que toda atenção está voltada para o encerramento da temporada. “Hoje minha cabeça está nessa reta final da temporada”, afirmou o goleiro. Esse foco é justificado pela importância dos compromissos à frente, em especial a semifinal da Libertadores.
O confronto contra o Estudiantes é visto por Rossi como uma oportunidade de demonstrar sua evolução e reforçar sua importância para a equipe. Ele enxerga a semifinal como um palco onde suas qualidades poderão fazer a diferença em um campeonato de importância capital para o Flamengo.
No plano contratual, Rossi possui vínculo válido até o final de 2027. Durante a entrevista, manifestou interesse claro em renovar sua permanência no clube, sinalizando que deseja continuar no projeto do Mengão. Além disso, mencionou a possibilidade de buscar a naturalização brasileira a partir do próximo ano, quando completará quatro anos no país — um passo que reforçaria ainda mais seu enraizamento no futebol nacional.
A trajetória de Rossi no Flamengo tem sido marcada por momentos memoráveis. Em março, defendeu duas cobranças na disputa de pênaltis contra o Fluminense, garantindo ao rubro-negro o título do Campeonato Carioca. Desde sua chegada, acumula participação em 64 partidas pelo clube, números que refletem a confiança depositada nele pela comissão técnica e pela torcida.
O trabalho com Jorge Sampaoli também foi mencionado no contexto recente vivido pelo goleiro, incluindo a mudança no gol durante a final da Copa do Brasil, episódio que faz parte das experiências que moldaram sua compreensão sobre pressão e oportunidades em um ambiente competitivo como o do Flamengo.

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