TIMÃO É O MENGÃO!

“Eu busco jogo a cada jogo o meu melhor. Esses jogos assim eu costumo ir muito bem.” — Bruno Henrique.

Queridos amigos flamenguistas, saudações!

Na minha infância e em boa parte da minha adolescência, sempre que o Mengão ganhava do Corinthians, chamado por eles de “Timão”, o Jornal dos Sports, aquele jornal rosa das bancas, estampava em sua matéria principal: “Timão é o Mengão”. Como passamos por anos sombrios, não era sempre que isso acontecia, pois era uma realidade totalmente diferente da que vivemos hoje. Atualmente, o Flamengo está no topo da América. É uma hierarquia, senhores! E somos nós que damos as cartas por aqui.

No primeiro tempo, foi um amasso total. Mas não adianta nada dominar todas as estatísticas e não ter mais gols que o adversário. O maior número nas estatísticas que eu quero é o de gols marcados; o resto é importante, mas não garante os três pontos. Tem que fazer o gol, mesmo que seja de bico, como o Lino fez contra o Remo. Era para termos um placar de pelo menos 3 a 0 já no primeiro tempo. No segundo, daria para rodar o time por conta do desgaste de alguns jogadores na altitude e até dar mais tempo aos meninos que chegaram. Mas parece que o Flamengo gosta de emoção!

Veio o segundo tempo e conseguimos abrir o placar logo no início, com Paquetá, o que nos deu mais tranquilidade. Porém, não aproveitamos as oportunidades para ampliar o marcador. Em uma boa jogada do Ayrton Lucas, ele se empolgou para tentar fazer um golaço, em vez de passar a bola para o Lino, acabou trombando com o defensor deles e saiu logo em seguida, sendo substituído pelo Alex Sandro, ainda sem ritmo de jogo após retornar de contusão.

Eis que, na primeira e única vez em que eles acertaram nosso gol, o atacante marcou: a defesa ficou apenas olhando no lance do gol do Gui Negão e, infelizmente, cedemos o empate.

Mas, a partir daí, em vez das vaias, entrou em campo o 12º jogador: a Magnética! Ela apoiou o time em meio ao cansaço e à chuva e levou esse time, na unha, a buscar o gol da vitória com uma das maiores referências desta geração, ao lado de Arrascaeta: Bruno Henrique!

Foi uma vitória do coração, de quem está a fim de ser campeão.

Conjecturando, eu diria: “Quando BH nasceu, Papai do Céu disse: ‘Vai lá brilhar no Flamengo, meu filho!’” Para nossa felicidade, ele continua brilhando muito por aqui, e a maneira como enverga essa camisa nos enche de orgulho.

Diante disso, vencemos e continuamos líderes, ainda com um ponto à frente do Palmeiras e praticamente eliminamos os demais adversários da briga pelo título, com no mínimo 11 pontos de vantagem e faltando 11 rodadas.

Por último, finalizo essa parte da coluna citando o que BH disse após o empate com o Vasco, em 2019, naquela rodada que praticamente garantiu o Hepta, frase que pode ser perfeitamente aplicada ao Corinthians de hoje:

“Não sei. Discussão de jogo. Para ganhar da gente tem que ser assim. Mas a equipe está de parabéns pelo desempenho, pela atitude. Só deixar um recadinho: nós estamos brigando por título, eles eu não sei pelo que estão brigando. Então a gente tem que ter a cabeça no lugar, porque isso aqui é o que eles queriam: tumultuar o jogo, ficar fazendo gracinha. O Henríquez ali o tempo todo falando… Temos que ter cabeça no lugar porque estamos em outro patamar.”

Obrigado, meu Deus! Estamos desfrutando de um ícone como o BH com a camisa do FLAMENGO. Isso é outro patamar!

RUMO À SEMIFINAL PELO PENTA!

Agora é virar a chavinha, pois quinta-feira temos mais um jogo importantíssimo contra o Del Valle, pela Libertadores, no Maracanã.

Tivemos uma vitória maiúscula na altitude, mas agora é preciso ter foco total e jogar com inteligência para não dar sopa para o azar e evitar um vexame histórico como aquele de 2008.

Por fim, teremos mais uma batalha contra o Bragantino pelo Brasileirão logo depois e, por isso, é hora de dosar as energias para continuarmos firmes nessas duas frentes.

Pra cima deles, Mengão!

E você, leitor? Concorda ou pensa diferente? Comenta aqui embaixo. Valeu?

SRN!