O STJD denunciou Erick Pulgar por conduta violenta após a falta dura que o volante do Flamengo aplicou em Rodrigo Castillo, durante o clássico contra o Fluminense no último domingo (11). O chileno responde pelo Artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e corre risco de suspensão de 1 a 6 partidas. O julgamento está agendado para quinta-feira, 15 de outubro.
Na ocasião, o árbitro Rafael Rodrigo Klein mostrou apenas cartão amarelo a Pulgar. Mas o lance deixou marcas visíveis no joelho de Castillo — a sola da chuteira atingiu a região com força. Jogadores e dirigentes do Fluminense contestaram a decisão na hora, pedindo expulsão. Daniel Nobre Bins, responsável pelo VAR, não recomendou revisão.
A entrada gerou repercussão imediata. Depois do jogo, as imagens circularam amplamente, mostrando o tamanho da marca. O episódio acendeu discussão sobre a rigidez do critério aplicado pela arbitragem — uma entrada com sola em contato direto ao joelho é tipicamente enquadrada como violenta.
O que a denúncia representa para o Mengão
A suspensão de até seis partidas afetaria o Flamengo em momento delicado. O clube está na semifinal da Libertadores contra o Estudiantes, enfrentando o time argentino em 22 de outubro (na próxima semana). Se condenado, Pulgar desfalcaria a equipe justamente quando o Mais Querido busca avançar na competição continental.
Pulgar não comparecerá ao julgamento desta quinta. Ele está na Argentina viajando com a delegação rubro-negra para o duelo de ida contra o Estudiantes. A partida está marcada para amanhã, 15 de outubro, no mesmo dia do julgamento — o que torna fisicamente impossível sua presença na sessão do STJD.
O volante é peça importante no meio de campo do Mengão. Sua eventual ausência por suspensão abriria espaço para alternativas como Gerson ou outras opções que o técnico possui. Mas o momento é crítico: na Libertadores, cada jogo pesa.
Mattheus Montenegro também enfrenta denúncia
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, foi denunciado pelo STJD pelo Artigo 258 do CBJD — desrespeito à arbitragem. A punição prevista para ele varia de 15 a 180 dias de suspensão, uma amplitude bem maior que a de Pulgar.
Montenegro criticou fortemente a arbitragem após a derrota para o Flamengo. Suas falas foram diretas e repletas de questionamentos sobre o lance do volante rubro-negro. Suas declarações incluíram críticas severas à decisão de não expulsar Pulgar.
O presidente do Fluminense também atacou o VAR, questionando a atuação de Daniel Nobre Bins e destacando as marcas da chuteira no joelho de Castillo como prova de que deveria ter havido expulsão. Ele ainda citou lances envolvendo Savarino que, na visão tricolor, deveriam ter originado pênaltis.
A denúncia cobre especificamente essas reclamações públicas contra os árbitros Rafael Rodrigo Klein (árbitro de campo) e Daniel Nobre Bins (VAR). O dirigente responderá à acusação também em 15 de outubro.
Diferentemente de Pulgar, Montenegro deve comparecer ao julgamento, embora o Fluminense tenha compromisso pela Libertadores nesta quarta-feira (14), enfrentando o Palmeiras pela semifinal da competição. O cronograma da Nação rubro-negra muda bastante a dinâmica: enquanto o Flamengo viaja para a Argentina amanhã, o Fluminense já joga hoje.
O lance que originou tudo
Durante o primeiro tempo do Fla-Flu, Pulgar atingiu o joelho de Rodrigo Castillo com movimento de chute. A bola não estava em disputa clara — Castillo estava caído ou em processo de queda. O contato foi rápido, mas deixou marca profunda.
Klein chamou a atenção, sacou amarelo e seguiu. Nobre Bins não viu motivo para revisar. Mas nas redes sociais e nos bastidores do futebol, a questão continuou viva. As fotos do joelho de Castillo circularam. Jogadores questionaram. Dirigentes reclamaram.
Agora o STJD terá a palavra. A denúncia pelo Artigo 254 sugere que o tribunal considerou haver violência no lance — exatamente o que Montenegro, Fluminense e segmentos da torcida tricolor defendem. A decisão desta quinta será importante não apenas para Pulgar, mas também para estabelecer parâmetro sobre o que constitui conduta violenta dentro do CBJD.
O julgamento de Mattheus Montenegro, por sua vez, marca posição do STJD sobre liberdade de expressão de dirigentes versus limites disciplinares. O tribunal precisará dosar: respeitar o direito de crítica sem permitir ofensas e desrespeitos sistemáticos à instituição arbitral.

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